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Fotógrafa reencena drama real de crianças criadas por animais


Modelo recria cena da vida de Oxana Malaya, que passou seis anos vivendo no canil de sua casa

Belas e, ao mesmo tempo, perturbadoras, as imagens do mais recente projeto da fotógrafa alemã Julia Fullerton-Batten parecem cenas saídas de contos de fadas.
Mas as vidas que elas retrata são reais, contando - com modelos e produção fotográfica - as histórias de crianças que cresceram isoladas, tendo apenas animais como companhia.
"Há dois tipos de histórias: aquela em que a criança acabou se perdendo na selva e aquela em que o menor cresceu em sua própria casa, mas era tão negligenciado ou abusado que encontrou mais conforto com os animais do que com outros humanos", conta a fotógrafa, em entrevista à BBC.
Conheça algumas dessas dramáticas trajetórias. (Todas as fotos foram cedidas à BBC por Julia Fullerton-Batten.)
Oxana Malaya, Ucrânia, 1991
A imagem acima recria o caso da garota ucraniana Oxana Malaya, encontrada vivendo com cachorros em um canil, em 1991.
"Ela tinha 8 anos e já vinha vivendo naquela situação há seis anos. Seus pais eram alcoólatras e, uma noite, a deixaram para fora de casa. Em busca de calor e aconchego, a pequena Oxana foi para o canil e se aninhou junto aos vira-latas", conta Fullerton-Batten. "Foi provavelmente o que salvou sua vida."
Oxana caminhava de quatro, arfava com a língua de fora, cerrava os dentes para estranhos e latia. Por causa da falta de interação humana, ela só conhecia as palavras "sim" e "não".
Hoje, Oxana vive em uma clínica em Odessa e trabalha com os animais do lugar.

Shamdeo, Índia, 1972

"Estas histórias estão longe de ser comparáveis com uma aventura de Tarzã", explica a fotógrafa. "Trata-se de crianças que tiveram que disputar comida com os animais, tiveram que aprender a sobreviver. Quando eu soube de suas vidas, fiquei em choque."
O projeto Feral Children ("Crianças Selvagens", em tradução literal) conta os casos de 15 crianças. As fotos são encenações produzidas com modelos.
A imagem acima mostra Shamdeo, um garoto encontrado em uma selva da Índia em 1972, quando provavelmente tinha 4 anos de idade.
"Ele brincava com os filhotes de lobos, tinha a pele bem escura, dentes afiados, unhas longas e em forma de garras, cabelos emaranhados e calos nas palmas das mãos, cotovelos e joelhos", conta Fullerton-Batten.
Shamdeo gostava de caçar galinhas, comia terra e tinha desejos de comer carne crua. Ele nunca falou, mas aprendeu a se comunicar com sinais. Morreu em 1985.
Marina Chapman, Colômbia, 1959
A fotógrafa teve a ideia do projeto depois de ler A Garota Sem Nome, autobiografia da colombiana Marina Chapman.
"Em 1954, quando tinha 5 anos, Marina foi sequestrada de um vilarejo remoto e abandonada na floresta", conta Fullerton-Batten. "Ela viveu com uma família de macacos-pregos por cinco anos até ser descoberta por caçadores."
A menina se alimentava de frutas silvestres, raízes e bananas que os macacos deixavam cair. Dormia em buracos nas árvores e caminhava de quatro, como seus companheiros de selva.
"Os macacos não lhe davam comida. Ela é quem teve que aprender a sobreviver, copiando o comportamento deles. No fim, eles se acostumaram com ela e a tratavam como igual, inclusive catando seus piolhos", relata a fotógrafa.
No início, as autoridades duvidaram da história de Chapman e a submeteram a uma série de exames médicos, concluindo que ela realmente estava subnutrida.
Chapman hoje vive na Grã-Bretanha com o marido e duas filhas. Segundo Fullerton-Batten, ela gostou da ideia de ter seu caso retratado no projeto.
John Ssebunya, Uganda, 1991
A fotógrafa contou com a consultoria da antropóloga britânica Mary-Ann Ochota, apresentadora da série de TV Feral Children, produzida pelo National Geographic Channel. "Ela conheceu pessoalmente três das crianças que ainda estão vivas hoje", conta Fullerton-Batten.
"Sua contribuição foi importante para me mostrar como posicionar as mãos (dos modelos), como eles deveriam andar, como sobreviviam – eu queria que o trabalho parecesse o mais autêntico e fiel possível", afirma.
A imagem cima ilustra o caso de John Ssbunya, que fugiu de casa aos 3 anos depois de ver o pai matar a mãe. "Ele se escondeu em uma floresta e passou a viver com macacos. Foi capturado em 1991, quando tinha 6 anos, e levado para um orfanato", conta a fotógrafa.
John aprendeu a falar e fez parte do coro infantil da ONG Pearl of Africa. Em 2012, a antropóloga defendeu a veracidade da história do garoto no jornal britânico The Independent. "Não se trata de mais uma lenda, mas sim de um caso real que estamos investigando", escreveu.
Madina, Rússia, 2013
Segundo Mary-Ann Ochota, as crianças selvagens normalmente geram vergonha e sigilo em uma família ou comunidade. "Não são histórias felizes como Mogli – O Menino Lobo. São casos pungentes de negligência e abuso", explica a antropóloga.
"Esses casos se tornam possíveis quando há a trágica combinação de vício, violência doméstica e pobreza. São crianças que foram esquecidas, ignoradas ou escondidas", define.
Segundo Fullerton-Batten, a menina Madina viveu entre cachorros do nascimento até completar 3 anos, compartilhando sua comida, brincando e dormindo com eles no inverno. Quando assistentes sociais a encontraram, em 2013, ela vivia nua, andava de quatro e rosnava.
O pai de Madina saiu de casa assim que ela nasceu e sua mãe, de apenas 23 anos, passou a beber. "Ela estava o tempo todo bêbada e se sentava para comer à mesa enquanto a própria filha roía ossos com os cães no chão", conta a fotógrafa.
Apesar do trauma, médicos e psicólogos julgaram que Madina estava saudável física e mentalmente. A menina foi colocada para adoção.

Sujit Kumar, Fiji, 1978


"Sujit tinha 8 anos quando foi encontrado no meio de uma estrada cacarejando, batendo os braços e se comportando como uma galinha", diz Fullerton-Batten. "Ele dava 'bicadas' em sua comida, empoleirava-se em uma cadeira e fazia um barulho estalando a língua".
Seus pais o trancaram em um galinheiro. Depois a mãe se matou e o pai foi assassinado. O avô o manteve junto com as galinhas.
Para as crianças, a transição depois de serem encontradas pode ser tão difícil quanto o período em que passaram isoladas.
Kumar acabou sendo criado por Elizabeth Clayton, que o encontrou vivendo em um asilo de idosos. Ela fundou uma ONG para ajudar crianças carentes.

Ivan Mishukov, Rússia, 1998


Apesar dos relatos pungentes, as imagens de Fullerton-Batten contam uma história de sobrevivência.
"Todos os seres humanos precisam do contato com outros seres humanos, mas para essas crianças, a vida passou a ser regida pelo instinto de sobrevivência", diz. "Me pergunto se aqueles que contam com a companhia de animais selvagens não estão melhor do que as pessoas cuja infância foi passada sem nenhuma companhia."
Ivan fugiu da família aos 4 anos, dando restos de comida a uma matilha de cães selvagens até se tornar uma espécie de líder do grupo. Ele viveu nas ruas por dois anos, antes de ser levado a um orfanato.
Sua história é contada no livro Savage Girls and Wild Boys, de Michael Newton. "Foi um relacionamento que funcionou perfeitamente, muito melhor do que qualquer coisa que Ivan tenha vivido com outros humanos. Ele mendigava por comida e dividia tudo com a matilha. Em troca, dormia com eles nas longas e escuras noites de inverno, quando a temperatura despencava", escreveu o autor.
Fullerton-Batten espera que seu projeto ajude a conscientizar as pessoas sobre a situação dessas crianças.

Cientistas anunciam "novo primo" distante do homem - Homo Naledi

AP - Homo Naledi
Uma antiga espécie do gênero humano, desconhecida até agora, foi descoberta por uma equipe de pesquisadores internacionais na África do Sul, onde foram exumadas as ossadas de 15 hominídeos (família da ordem dos primatas, cuja única espécie atual é o homem).
Os fósseis foram encontrados em uma gruta de difícil acesso, perto de Joanesburgo, no sítio arqueológico conhecido como Berço da Humanidade e inscrito na lista do patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
"Apresento uma nova espécie do gênero humano", disse o pesquisador Lee Berger, da Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, durante entrevista coletiva em Maropeng, onde fica o sítio arqueológico.
Em 2013 e no ano passado, cientistas exumaram mais de 1.550 ossos pertencentes a pelo menos 15 indivíduos, incluindo bebês, jovens adultos e pessoas mais idosas.
A nova espécie foi batizada homo naledi e classificada no gênero homo, ao qual pertence o homem atual.
O Museu de História Natural de Londres considerou a descoberta notável.
"Alguns aspectos do homo naledi, como as mãos, os pulsos e pés, são muito próximos do homem moderno. Ao mesmo tempo, o pequeno cérebro e a forma da parte superior do corpo estão mais próximos de um grupo pré-humano denominado australopiteco", explicou o professor Chris Stringer, do useu de Londres, autor de um artigo sobre o tema publicado na revista científica eLife.
 A descoberta poderá fornecer mais informação sobre a transição, há cerca de 2 milhões de anos, do australopiteco primitivo para o primata do gênero humano, o antepassado direto do homem atual.[Fonte: IG]
Uma antiga espécie humana desconhecida até agora foi descoberta em uma caverna da África do Sul, onde foram exumados os ossos de 15 hominídeos, uma descoberta "extraordinária" que ressalta a complexidade da evolução humana, anunciou nesta quinta-feira uma equipe internacional de cientistas.


Os fósseis foram encontrados em uma caverna profunda de difícil acesso em Maropeng, perto de Johannesburgo, onde fica a jazida arqueológica conhecida como "Berço da Humanidade", que é considerada patrimônio mundial pela Unesco.

"Estou feliz de apresentar a vocês uma nova espécie do gênero humano", declarou Lee Berger, pesquisador da Universidade Witwatersrand de Johannesburgo.

Em 2013 e 2014, os cientistas encontraram mais de 1.550 ossos pertencentes a pelo menos 15 indivíduos, incluindo bebês, adultos jovens e pessoas mais velhas. Todos apresentavam uma morfologia homogênea, mas ainda não foram datados.

A descoberta, classificada como "extraordinária" pelo Museu de História Natural de Londres, representa a maior mostra de fósseis de hominídeos exumados até hoje na África.

Os ossos exumados na África do Sul representam um desafio para os cientistas. Complicam um pouco mais o tabuleiro dos hominídeos, pois a espécie descoberta apresenta características próprias tanto dos hominídeos modernos como dos antigos.

"Alguns aspectos do Homo naledi, como suas mãos, seus punhos e seus pés, estão muito próximos aos do homem moderno. Ao mesmo tempo, seu pequeno cérebro e a forma da parte superior de seu corpo são mais próximosOs fósseis foram encontrados em uma caverna profunda de difícil acesso em Maropeng, perto de Johannesburgo, onde fica a jazida arqueológica conhecida como "Berço da Humanidade", que é considerada patrimônio mundial pela Unesco.

"Estou feliz de apresentar a vocês uma nova espécie do gênero humano", declarou Lee Berger, pesquisador da Universidade Witwatersrand de Johannesburgo.

Mas como era o 'Homo naledi'?
"Tinha o cérebro minúsculo do tamanho de uma laranja e um corpo muito esbelto", afirmou John Hawks, pesquisador da Universidade de Wisconsin-Madison e autor de um artigo publicado nesta quinta-feira na revista científica eLife. Tinha altura média de 1,5 metro e pesava 45 quilos.

Uma reconstrução de como possivelmente era o 'Homo naledi', concedida pelo National Geographic.


"Alguns aspectos do Homo naledi, como suas mãos, seus punhos e seus pés, estão muito próximos aos do homem moderno. Ao mesmo tempo, seu pequeno cérebro e a forma da parte superior de seu corpo são mais próximos aos de um grupo pré-humano chamado australopithecus", explicou o professor Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres. A descoberta pode permitir uma compreensão melhor sobre a transição, há dois milhões de anos, entre o australopithecus primitivo e o primata do gênero homo, nosso ancestral direto.[Fonte: Yahoo]

Fragmentos de ossos encontrados indicam que Terra foi habitada por gigantes

Há mais de um milhão de anos a Terra foi habitada por gigantes. E não, não se trata de uma espécie totalmente desconhecida e que desapareceu. Trata-se de uma fase da evolução do ser humano que até hoje não havia sido descoberta.

Tudo começou com o surgimento de um osso de dedo mindinho datado de 1,85 milhão de anos atrás. É a descoberta mais antiga relacionada à mão humana e poderá mudar de vez tudo o que conhecemos sobre a evolução do ser humano desde seu surgimento.

Encontrado na Tanzânia, o osso fez com que cientistas voltassem a pesquisar evolução. O país é tido como um dos berços da humanidade e teria sido abrigo desses seres gigantescos. Caso a proporcionalidade seja exata, os gigantes em questão seriam seres com aproximadamente três metros.

A grande dúvida dos cientistas, agora, é sobre a fase da evolução na qual o ser humano tinha esse tamanho. Para eles, é crucial saber como e quando o homem deixou de viver em árvores para se estabelecer no chão por meio de caçadas. 

“Nossa descoberta não nos mostra só que essa criatura tinha uma mão com o formato moderno, como conhecemos. Mostra também uma importante parte da evolução na qual o homem talvez tenha atingido sua maior estatura”, afirma o cientista Manuel Dominguez-Rodrigo ao Daily Mail.

A descoberta, porém, não transforma a história de maneira definitiva. Por se tratar de apenas uma evidência, será melhor estudada até que se chegue a conclusões melhores. As pesquisas continuam focadas na África, tendo em vista que o continente é tido como primeiro local habitado pelo homem após seu surgimento. [Fonte: Yahoo]

Pesquisadores descobrem que, em seus primeiros anos, pirâmides egípcias brilhavam

Reprodução 

Se hoje, 2015, as pirâmides do Egito chamam atenção por sua beleza e complexidade, quando foram construídas elas eram ainda mais atraentes. Isso porque, por conta de um processo bastante complexo, as pirâmides brilhavam como o Sol. Pesquisadores descobriram que logo que elas foram construídas, há cerca de 4 mil anos, os blocos de pedra eram manualmente — isso mesmo, um por um — polidos de pedra calcária. Esse material, além de proteger o bloco, fazia co que ele refletisse a luz solar. “isso verdadeiramente deve ter adicionado a impressão de Gizé como sendo uma mágica cidade portuária, banhada pela luz solar, ou mesmo que existia uma forma éter na luz celestial”, afirma — bem poeticamente — o arqueólogo Marc Lehner em entreviista ao Smithsonian Channel. No vídeo abaixo (áudio em inglês), produzido pelo Smithsonian, é possível ver todo o complexo processo pelo qual passavam os blocos de pedra usados na construção das pirâmides. Difícil de ser executado nos dias atuais, mostra como o povo egípcio, quatro milênios atrás, era extremamente desenvolvido. Assista:
 

Quem vivia na Terra? Equipe encontra ferramentas anteriores ao primeiro homem


Reprodução


Uma descoberta feita no Quênia está deixando cientistas e paleontólogos de todo o mundo extremamente inquietos. Trata-se de um conjunto de ferramentas encontrada em um sítio arqueológico datado do período Plioceno, ou seja, há mais de 3,3 milhões de anos. O dado é que esse tempo é anterior ao surgimento dos primeiros homens.

O primeiro homem conhecido é o Homo habilis, que surgiu milhares de anos depois do período Plioceno. Por conta disso, cientistas e especialistas acreditam que a nova descoberta poderá fazer com que toda a história da humanidade — e talvez do planeta — seja reescrita. Isso porque, além da data em questão, as ferramentas são consideradas bastante sofisticadas: há martelos, bigornas e seixos esculpidos.

Em artigo publicado na Nature, revista especializada no ramo, os responsáveis pela descoberta deram o nome de Lomekwian a essa produção proto-humana. Ela é 700 mil anos mais velha que a produção olduvaiense, até então a mais antiga já descoberta. Mais do que a antiguidade, os pesquisadores agora se preocupam com a única pergunta sem resposta: se essas ferramentas são anteriores ao homem, quem as teria produzido e utilizado?

Em relatos recentes, cientistas afirmam que serem marinhos como os golfinhos já utilizaram ferramentas ao longo de seu desenvolvimento. A teoria, porém, é controversa e não aceita por toda a comunidade. A descoberta no Quênia abre mais um caminho para que se descubra além disso e, portanto, é considerada histórica.

Cientistas desvendam como egípcios transportavam pedras gigantes

Imagem mostra estátua sendo regada: o segredo era só molhar areia (Reprodução)

O modo como os egípcios carregavam pedras gigantescas pelo deserto para construir pirâmides sempre foi um mistério para cientistas. Não é mais. E a técnica usada por eles, apontam especialistas, era a mais simples possível: eles jogavam água na areia.

Pesquisa liderada pela Universidade de Amsterdã, na Holanda, mostra que umedecer a areia diminui a tração pela metade. Assim sendo, os egípcios podiam usar metade do contingente de homens necessários para mover os blocos apenas com essa técnica.

“A saturação de água é acompanhada por uma diminuição da rigidez. Com muita água, o atrito de deslizamento aumenta novamente, o que nos faz detectar que se trata de um equilíbrio delicado. Há uma rigidez ideal da areia que os egípcios souberam calcular em sua época”, explica Daniel Bonn, cientista que conduziu o estudo.

O que mais impressionou Bonn, no entanto, foi o tempo que cientistas atuais demoraram para descobrir isso. Afinal, segundo ele, a resposta estava “na cara de todos”. Isso porque ilustrações encontradas, por exemplo, na tumba de Djehutihotep mostram homens jogando líquidos em frente a estátuas. Esse sinal, por exemplo, sempre foi encarado como “ritual de purificação”, nunca como forma de locomoção.[Fonte: Yahoo]

Dinossauro gigantesco descoberto na Argentina surpreende cientistas

A palavra grande não faz justiça ao dinossauro robusto e de pescoço longo que sacudiu a terra na Argentina cerca de 77 milhões de anos atrás. Colossal, enorme e estupendo podem chegar perto de uma descrição apropriada deste portento, conhecido entre os cientistas como Dreadnoughtus schrani.

Os pesquisadores anunciaram nesta quinta-feira a descoberta do fóssil incrivelmente completo e bem preservado do dinossauro, que pesava 59.300 quilos e media 26 metros, com um pescoço de 11,3 metros e uma cauda de 8,7 metros, no sul da Patagônia.

O paleontólogo Kenneth Lacovara, da Universidade Drexel, no Estado norte-americano de Filadélfia, que localizou o dinossauro e liderou sua escavação e análise, afirmou que os cientistas calcularam seu peso com base nos ossos da parte superior de seu braço e sua coxa.

O dino argentino pesava mais que uma baleia cachalote adulta ou uma manada de elefantes africanos, e era sete vezes mais pesado que o Tiranossauro Rex, fazendo o assustador parente norte-americano, que também viveu no Período Cretáceo, parecer um nanico O Dreadnoughtus tinha “o peso calculável mais confiável” de qualquer animal terrestre conhecido, afirmou Lacovara. [Fonte: Yahoo - Foto: AP]

 

Pesquisadores descobrem que neandertais eram criativos


Os neandertais, que deixaram de povoar a terra há 30 mil anos, tinham capacidade de abstração e representação, e eram criativos, como evidencia uma gravura em rocha que foi achada na caverna de Gortham's, em Gibraltar (sul da península ibérica).
Em entrevista coletiva, o pesquisador responsável pelo projeto, o professor da Universidade de Huelva (sul), Joaquín Rodríguez Vidal, afirmou que este descobrimento  "mudou a percepção que tínhamos dos neandertais".
As conclusões deste estudo foram reveladas em nível internacional nesta mesma semana através da revista científica "PNAS" ("Proceedings" of de National American Society of EUA).
O início da história da descoberta remonta a 2005: nessa data, na parte mais interna e elevada da caverna, foram escavados os níveis da indústria Musteriense mais recente do planeta. Os resultados foram publicados em 2006, na revista "Nature". As escavações arqueológicas durante 2010 e 2011 conseguiram alcançar o leito rochoso e foi aí onde foram achadas "linhas entrecruzadas, gravadas na rocha, de aspecto pouco natural", de acordo com Vidal. "Uma gravura muito simples; não são as pinturas de Altamira, que tivemos a sorte da natureza conservar, e posteriormente foram ocultas por sedimentos".
Tudo isso, disse, em uma caverna na qual "o registro é exclusivamente de neandertais. Com isso certificamos, pela primeira vez, que, por eles serem os únicos que habitaram nela, se a gravura for original, foi feita por eles".
Se com este descobrimento fica evidenciada a capacidade de abstração e representação da espécie, e, portanto, de pensar. "Quer dizer que são iguais a nós, mas são outra espécie, não abaixo de nós, mas com capacidade de pensar, abstrair e representar esse pensamento e isso é algo essencial sobretudo para nos colocar em nosso lugar".
Além disso, o professor consifera que a descoberta "abre uma espécie de caixa de pandora" que vai servir para que todos os arqueólogos e especialistas que trabalham em cavernas europeias busquem coisas como esta, abrindo um mundo novo de descobertas que permitirá avançar no conhecimento da espécie neandertal". [Fonte: Revista Galileu]

Nova espécie de pterossauro é descoberta no Brasil - Os fósseis foram localizados no Paraná, em sítio com o maior número de pterossauros já encontrados juntos


Uma equipe de pesquisadores brasileiros descobriu uma nova espécie de pterossauro que viveu apenas no Brasil. Os fósseis do animal foram descobertos em Cruzeiro do Oeste, no Paraná, em um local considerado a maior aglomeração de pterossauros já encontrada no mundo.
CONHEÇA A PESQUISA


Onde foi divulgada: periódico Plos One

Quem fez: Paulo C. Manzig, Alexander W. A. Kellner, Luiz C. Weinschütz, Carlos E. Fragoso, Cristina S. Vega, Gilson B. Guimarães, Luiz C. Godoy, Antonio Liccardo, João H. Z. Ricetti e Camila C. de Moura

Instituição: Universidade do Contestado, em Santa Catarina, Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro e outras

Resultado: Os pesquisadores descobriram uma nova espécie de pterossauro, que existiu apenas no Brasil
No primeiro estudo feito com o material, publicado nesta quarta-feira no periódicoPlos One, foram utilizados 47 crânios encontrados no local. Em dois anos e meio de exploração no sítio arqueológico, os cientistas retiraram cerca de 5 toneladas de blocos com fósseis. De acordo com os pesquisadores, ainda há uma grande área a ser explorada, e as expectativas são altas em relação ao que pode ser encontrado por lá, incluindo outros tipos de animais.
Anatomia — Os pterossauros descobertos fazem parte de uma nova espécie, encontrada apenas no Brasil, que recebeu o nome de Caiuajara dobruskii. Entre as principais características anatômicas que fizeram com que eles merecessem uma nova classificação, diferenciando-os das espécies conhecidas de pterossauros, está o fato de eles terem o "bico", ou seja, a parte final da mandíbula, mais inclinada para baixo do que os outros.
Além disso, os animais apresentam concavidades no céu da boca e na arcada inferior, sendo esta última mais pronunciada, e cuja utilidade os pesquisadores ainda não desvendaram. "Este é o primeiro pterossauro descoberto na região Sul do Brasil", afirma Alexander Kellner, paleontólogo e pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os pesquisadores estimam que o animal tenha vivido no período Cretáceo Superior, há cerca de 80 milhões de anos.
"Mongólia brasileira" — "Além de ser uma espécie nova, a importância desta descoberta está no acúmulo de fósseis no local, que é surpreendente", afirma Kellner. "Esta é a primeira acumulação de pterossauros encontrada no país, e a terceira em todo o mundo", explica. A primeira ocorreu na Argentina, na década de 1990, e a segunda na China, em junho deste ano. Entre as três, a acumulação do Paraná é a com maior número de indivíduos identificados até agora. Essas características fizeram os pesquisadores apelidarem a região de "Mongólia brasileira", em referência ao país asiático que é considerado o mais rico do mundo em descobertas fósseis.
Uma possível explicação para uma concentração tão grande de indivíduos consiste no fato de que a região de Cruzeiro do Oeste era um deserto na época em que estes animais habitavam o local. Por isso, os pterossauros provavelmente se concentravam em torno de algum tipo de oásis, o que explicaria as condições em que os ossos foram encontrados. "Os esqueletos estão todos desmontados, misturados, o que sugere que eles foram carregados por enxurradas eventuais para o fundo de uma lagoa”, explica Luiz Carlos Weinschütz, coordenador do Centro Paleontológico (Cenpáleo) da Universidade do Contestado, em Santa Catarina.
Sem descendentes — Ao contrário do que aparentam, os pterossauros não são dinossauros. Considerados répteis voadores, eles se diferem dos dinossauros em um conjunto de características anatômicas identificado pelos cientistas ao longo dos anos, como o fato de os pterossauros terem desenvolvido o quarto dedo, enquanto os dinossauros tinham três. Esse fator dá ainda mais importância para a descoberta, uma vez que os pterossauros são animais únicos, que não deixaram descendentes, enquanto os dinossauros são os ancestrais das aves. "Os pterossauros se extinguiram por completo, não há nenhum animal similar a eles na face da Terra atualmente", afirma Paulo César Manzig, geólogo do Cenpáleo.

O nome escolhido para a nova espécie diz respeito ao local e à maneira da descoberta. Caiuajara significa "antigo morador do deserto caiuá", local onde os pterossauros viviam, e Dobruski é o sobrenome da família que encontrou os fósseis pela primeira vez.
Descoberta — Em 2011, enquanto fazia uma pesquisa para um livro, o geólogo Paulo Manzig encontrou um fóssil de pterossauro em um museu no Sul no Brasil. Sabendo que não havia registros na literatura desses animais naquela região, resolveu procurar o local de onde tinha vindo a rocha em que estava o fóssil, e organizou, em outubro daquele ano, uma expedição a Cruzeiro do Oeste. Lá conheceu João Gustavo Dobruski, trabalhador da região que havia mandado as rochas para o museu. "O sítio havia sido descoberto por ele e seu pai, Alexandre Gustavo Dobruski, em 1971, quando eles estavam escavando valetas para escoamento de água em uma estrada rural”, conta Manzig. "Alexandre percebeu a importância do material já naquela época. Eles chegaram a mandar amostras para uma Universidade, mas ainda se sabia pouco sobre pterossauros no Brasil e eles não tiveram resultados conclusivos", afirma.

"Futuro da humanidade é cada vez mais africano"


Duas em cada cinco crianças viverão na África nos próximos 35 anos, estima relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que, por isso, apela por investimentos na geração mais nova do continente.
 “As elevadas taxas de fecundidade e o número crescente de mulheres em idade reprodutiva significam que, ao longo dos próximos 35 anos, perto de 2 milhões de bebês vão nascer na África”, destaca o documento Geração 2030/Relatório sobre África, apresentado nesta terça-feira, 12, em Joanesburgo, na África do Sul.
 As projeções do Unicef mostram que, em 2050, cerca de 40% de todos os nascimentos devem ocorrer na África, onde o número de crianças chegará perto de 1 bilhão.
 “O futuro da humanidade é cada vez mais africano”, destaca o Unicef, classificando o previsível aumento sem precedentes da população infantil como oportunidade única para os responsáveis políticos definirem "uma estratégia de investimento centrada na criança”, que se traduza em benefícios para África e o mundo.
 Em 2015, mais de metade da população de 15 países africanos terão menos de 18 anos, incluindo Angola (54%) e Moçambique (52%).
 O relatório chama a atenção para a Nigéria, onde já se verifica o maior número de nascimentos do continente e que, segundo as estimativas, em 2050 “contabilizará quase 10% cento dos nascimentos em nível mundial”. A população nigeriana será 2,5 vezes maior, devendo atingir 440 milhões de habitantes em 2050, e os menores de 18 anos aumentarão de 93 para 181 milhões.
 Dos 54 países africanos, a Nigéria é o exemplo mais relevante, porque representa 16% da população regional, mas todo o continente está em transição demográfica.
 Moçambique está também entre os países que, até 2050, mais contribuirão para o aumento populacional na África, devendo crescer em 33 milhões de habitantes. Os atuais 14 milhões de crianças do país lusófono aumentarão em 11 milhões.
 A urbanização crescente do continente fará com que a maioria dos africanos viva em cidades, antecipa o documento. Se dentro de um ano, 40% da população africana habitarão em contextos urbanos, esse índice deverá aumentar para 60% até 2050.
 Em 2015, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe estarão em 6º e 8º lugares, respectivamente, entre os países africanos com maior percentual de população urbana. Cabo Verde será também um dos mais densamente povoados.
 Em comunicado, Leila Gharagozloo-Pakkala, diretora regional do Unicef para a África Oriental e Austral, espera que as projeções sirvam de “catalisador para um debate internacional, regional e nacional sobre as crianças africanas”. Isso porque, segundo ela, o investimento nas crianças de hoje – na sua saúde, educação e proteção - traria vantagens econômicas a um continente onde, apesar da melhoria, ocorre metade de todas as mortes infantis do mundo.
 Na África, uma em cada 11 crianças morre antes dos cinco anos, taxa 14 vezes superior à média dos países de rendimento elevado, lembra o Unicef, estimando que, a manter-se esse panorama, a mortalidade infantil “pode subir para próximo dos 70% em 2050.
 “As alterações demográficas profundas pelas quais a população de crianças africanas vai passar estão entre os problemas mais importantes que o continente enfrenta”, conclui o relatório. “Se o investimento nas crianças africanas não for considerado prioritário, o continente não conseguirá aproveitar plenamente essa transição demográfica”, alerta Manuel Fontaine, diretor regional do Unicef para a África Ocidental e Central.[Fonte: O Povo online]

Minha Despedida:

CARTA ABERTA: Venho por meio desta externar meu profundo agradecimento pela oportunidade a mim concedida de lecionar por mais de 10 anos na FGG para o curso de Pedagogia e por um determinado período no curso de Psicologia, e por poder colaborar com a ACE em reuniões, eventos e formaturas sempre que solicitado. Nesse tempo lecionei as disciplinas de Filosofia da Educação, História da Educação, Projetos Educacionais, Políticas Públicas, Formação Continuada dos Docentes, Gestão Escolar, Educação e Novas Tecnologias, Educação de Jovens e Adultos, Antropologia, Sociologia da Educação e Empreendedorismo. Reconheço que mais aprendi que ensinei. Também estendo meus agradecimentos sinceros especialmente para algumas pessoas, dentre elas destacam-se: Professora Cheila, ex-coordenadora do curso de Pedagogia, gestora competente e ética, a qual me deu a oportunidade de compor sua equipe de trabalho; Professor Petry, ex-diretor da faculdade e excelente professor de sociologia; Professor Júlio, gestor por excelência do curso de Psicologia; Agradeço a ex-secretária Jovita e a Secretária Sandra, sempre muito prestativas e educadas. Também agradeço a professora empreendedora Marília, a qual tive o privilégio de ser aluno e mais tarde colega de trabalho; E a amiga Elisabeth, ex-professora da pedagogia, sempre muito comprometida, atualmente colega de trabalho na SDR/GERED. Meu muito obrigado ao Luciano, sempre muito prestativo e excelente funcionário. Também estendo meus agradecimentos a toda equipe administrativa e corpo docente do curso de Pedagogia da FGG. Ao corpo discente desejo muito sucesso enquanto acadêmicos e acadêmicas do curso de Pedagogia, especialmente para aqueles e aquelas que por algum período tive a honra de ter como meus alunos e alunas. A vocês desejo também sucesso profissional, sempre pautado pela ética e pelo comprometimento. Lembrem-se que: “uma visão de futuro sem ação é apenas um sonho; Uma ação sem visão de futuro é apenas um passatempo; Porém, uma visão de futuro com ação planejada pode causar uma revolução pessoal e profissional positiva”. Por isso, digo a todos e a todas, mesmo para aqueles e aquelas que por alguma razão não entenderam minha proposta pedagógica de trabalho: “acredite em você, tenha pensamentos de sucesso, palavras de sucesso, ações de sucesso, hábitos de sucesso e acima de tudo caráter, e certamente o teu destino só poderá ser o sucesso pessoal e profissional”! Mais uma vez muito obrigado por tudo e que Deus nos dê sabedoria e ilumine a todos nós. Cordialmente, Professor Jorge Schemes.