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Cérebro Humano Moderno Surgiu na África Há Cerca de 1,7 Milhão de Anos

Crânio do Homo primitivo de Dmanisi, Geórgia, mostrando a estrutura interna da caixa do cérebro e morfologia cerebral inferida. Isso foi revelado por tomografia computadorizada e reconstrução virtual. Crédito: M. Ponce de León e Ch. Zollikofer, UZH

Análises de fósseis por tomografia computadorizada foram fundamentais para a descoberta feita por uma equipe internacional de cientistas

Os humanos modernos são fundamentalmente diferentes de nossos parentes vivos mais próximos, os grandes símios: vivemos no chão, andamos sobre duas pernas e temos cérebros muito maiores. As primeiras populações do gênero Homo surgiram na África há cerca de 2,5 milhões de anos. Seus integrantes já andavam eretos, mas tinham cérebros com apenas cerca da metade do tamanho dos humanos de hoje. Essas primeiras populações de Homo na África tinham cérebros de macacos primitivos – exatamente como seus ancestrais extintos, os australopitecinos. Então, quando e onde o cérebro humano típico evoluiu?

Uma equipe internacional liderada por Christoph Zollikofer e Marcia Ponce de León, do Departamento de Antropologia da Universidade de Zurique (UZH), na Suíça, conseguiu responder a essas perguntas. “Nossas análises sugerem que as estruturas cerebrais humanas modernas surgiram apenas 1,5 milhão a 1,7 milhão de anos atrás nas populações de Homo africanas”, diz Zollikofer.

Crânios dos primeiros Homo da Geórgia, com cérebro de macaco (à esquerda), e da Indonésia, com cérebro de humano (à direita). Crédito: M. Ponce de León e Ch. Zollikofer, UZH

Diferenças de organização e localização

Os pesquisadores usaram a tomografia computadorizada para examinar os crânios de fósseis de Homo que viveram na África e na Ásia de 1 milhão a 2 milhões de anos atrás. Eles então compararam os dados fósseis com dados de referência de grandes símios e humanos. Seu estudo foi publicado na revista “Science”.

Além do tamanho, o cérebro humano difere dos grandes macacos, principalmente na localização e organização de regiões cerebrais. “As características típicas dos humanos são principalmente as regiões do lobo frontal que são responsáveis ​​pelo planejamento e execução de padrões complexos de pensamento e ação e, em última instância, também pela linguagem”, observa a primeira autora Marcia Ponce de León. Como essas áreas são significativamente maiores no cérebro humano, as regiões cerebrais adjacentes se deslocaram mais para trás.

Disseminação rápida da África para a Ásia

As primeiras populações de Homo fora da África – em Dmanisi, onde hoje é a Geórgia – tinham cérebros tão primitivos quanto seus parentes africanos. Segue-se, portanto, que os cérebros dos primeiros humanos não se tornaram particularmente grandes ou modernos até cerca de 1,7 milhão de anos atrás. No entanto, esses primeiros humanos eram capazes de fazer inúmeras ferramentas, adaptando-se às novas condições ambientais da Eurásia, desenvolvendo fontes de alimento animal e cuidando dos membros do grupo que precisavam de ajuda.

Durante esse período, as culturas na África tornaram-se mais complexas e diversificadas, como evidenciado pela descoberta de vários tipos de ferramentas de pedra. Os pesquisadores pensam que a evolução biológica e a cultural são provavelmente interdependentes. “É provável que as primeiras formas da linguagem humana também se tenham desenvolvido durante esse período”, afirma Ponce de León. Os fósseis encontrados em Java fornecem evidências de que as novas populações foram extremamente bem-sucedidas: logo após sua primeira aparição na África, elas já haviam se espalhado para o sudeste da Ásia.

As teorias anteriores tinham pouco para apoiá-las devido à falta de dados confiáveis. “O problema é que os cérebros de nossos ancestrais não foram preservados como fósseis. Suas estruturas cerebrais só podem ser deduzidas das impressões deixadas pelas dobras e sulcos nas superfícies internas dos crânios fósseis”, diz Christoph Zollikofer. Como essas impressões variam consideravelmente de indivíduo para indivíduo, até agora não era possível determinar claramente se um fóssil de Homo específico tinha um cérebro mais semelhante ao de um macaco ou um mais humano. Usando análises de tomografia computadorizada de uma série de crânios fósseis, os pesquisadores conseguiram fechar essa lacuna pela primeira vez.

Fonte: Planeta

Contas de Casca de Ovo de Avestruz Revelam Rede Social de 50 Mil Anos na África

Os humanos são criaturas sociais, mas pouco se sabe sobre quando, como e por que diferentes populações se conectaram no passado. Responder a essas perguntas é crucial para interpretar a diversidade biológica e cultural que vemos nas populações humanas hoje. O DNA é uma ferramenta poderosa para estudar as interações genéticas entre as populações, mas não pode abordar nenhuma troca cultural dentro dessas reuniões antigas.


Agora, os cientistas do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana (Alemanha) se voltaram para uma fonte inesperada de informação – contas de casca de ovo de avestruz – para lançar luz sobre redes sociais antigas. Em um novo estudo publicado na revista Nature, as pesquisadoras doutoras Jennifer Miller e Yiming Wang relatam 50 mil anos de conexão e isolamento populacional, impulsionados pela mudança nos padrões de chuva, no sul e no leste da África.

Janela para o passado

Contas de casca de ovo de avestruz são artefatos ideais para entender as relações sociais antigas. Eles são os mais antigos ornamentos totalmente manufaturados do mundo, o que significa que, em vez de confiar no tamanho ou forma natural de um item, os humanos transformaram completamente as conchas para produzir contas. Essa extensa modelagem cria amplas oportunidades para variações de estilo. Como diferentes culturas produziram contas de estilos diferentes, os acessórios pré-históricos fornecem aos pesquisadores uma maneira de rastrear conexões culturais.

“É como seguir uma trilha de migalhas de pão”, disse Miller, principal autora do estudo. “As contas são pistas, espalhadas no tempo e no espaço, apenas esperando para serem notadas.”

Para procurar sinais de conectividade da população, Miller e Wang reuniram o maior banco de dados de contas de casca de ovo de avestruz já feito. Ele inclui dados de mais de 1.500 contas individuais descobertas em 31 locais no sul e no leste da África, abrangendo os últimos 50 mil anos. A coleta desses dados foi um processo lento e meticuloso que levou mais de uma década.

Mudanças climáticas e redes sociais na Idade da Pedra

Ao compararem as características do grânulo das contas, como diâmetro total, diâmetro da abertura e espessura da casca, Miller e Wang descobriram que entre 50 mil e 33 mil anos atrás, as pessoas no leste e no sul da África usavam grânulos de contas quase idênticos. A descoberta sugere uma rede social de longa distância que abrange mais de 3 mil quilômetros, uma vez que conectou pessoas nas duas regiões.

“O resultado é surpreendente, mas o padrão é claro”, disse Wang, coautora do estudo. “Ao longo dos 50 mil anos que examinamos, esse é o único período de tempo em que as características das contas são as mesmas.”

Essa conexão leste-sul em 50 mil-33 mil anos atrás é a rede social mais antiga já identificada e coincide com um período particularmente úmido na África oriental. No entanto, os sinais da rede regional desaparecem 33 mil anos atrás, provavelmente por causa de uma grande mudança no clima global. Quase ao mesmo tempo que a rede social se desintegrou, o leste da África experimentou uma redução dramática nas precipitações, conforme o cinturão de chuva tropical se deslocou para o sul. Isso aumentou a chuva na grande área que conecta a África oriental e meridional (a bacia hidrográfica do rio Zambeze), inundando periodicamente as margens dos rios e talvez criando uma barreira geográfica que interrompeu as redes sociais regionais.

“Por meio dessa combinação de elementos paleoambientais, modelos climáticos e dados arqueológicos, podemos ver a conexão entre as mudanças climáticas e o comportamento cultural”, disse Wang.

Tecendo uma história com miçangas

Juntos, os resultados deste trabalho documentam uma história de 50 mil anos sobre as conexões humanas e as dramáticas mudanças climáticas que separaram as pessoas. Os dados ainda fornecem uma nova visão sobre as estratégias sociais variáveis ​​entre o leste e o sul da África, documentando diferentes trajetórias de uso do grânulo ao longo do tempo. Essas respostas regionais destacam a flexibilidade do comportamento humano e mostram que há mais de um caminho para o sucesso de nossa espécie.

“Essas minúsculas contas têm o poder de revelar grandes histórias sobre nosso passado”, disse Miller. “Encorajamos outros pesquisadores a construir sobre este banco de dados e continuar explorando evidências de conexão cultural em novas regiões.”

Fonte: Planeta

Cientistas anunciam "novo primo" distante do homem - Homo Naledi

AP - Homo Naledi
Uma antiga espécie do gênero humano, desconhecida até agora, foi descoberta por uma equipe de pesquisadores internacionais na África do Sul, onde foram exumadas as ossadas de 15 hominídeos (família da ordem dos primatas, cuja única espécie atual é o homem).
Os fósseis foram encontrados em uma gruta de difícil acesso, perto de Joanesburgo, no sítio arqueológico conhecido como Berço da Humanidade e inscrito na lista do patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
"Apresento uma nova espécie do gênero humano", disse o pesquisador Lee Berger, da Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, durante entrevista coletiva em Maropeng, onde fica o sítio arqueológico.
Em 2013 e no ano passado, cientistas exumaram mais de 1.550 ossos pertencentes a pelo menos 15 indivíduos, incluindo bebês, jovens adultos e pessoas mais idosas.
A nova espécie foi batizada homo naledi e classificada no gênero homo, ao qual pertence o homem atual.
O Museu de História Natural de Londres considerou a descoberta notável.
"Alguns aspectos do homo naledi, como as mãos, os pulsos e pés, são muito próximos do homem moderno. Ao mesmo tempo, o pequeno cérebro e a forma da parte superior do corpo estão mais próximos de um grupo pré-humano denominado australopiteco", explicou o professor Chris Stringer, do useu de Londres, autor de um artigo sobre o tema publicado na revista científica eLife.
 A descoberta poderá fornecer mais informação sobre a transição, há cerca de 2 milhões de anos, do australopiteco primitivo para o primata do gênero humano, o antepassado direto do homem atual.[Fonte: IG]
Uma antiga espécie humana desconhecida até agora foi descoberta em uma caverna da África do Sul, onde foram exumados os ossos de 15 hominídeos, uma descoberta "extraordinária" que ressalta a complexidade da evolução humana, anunciou nesta quinta-feira uma equipe internacional de cientistas.


Os fósseis foram encontrados em uma caverna profunda de difícil acesso em Maropeng, perto de Johannesburgo, onde fica a jazida arqueológica conhecida como "Berço da Humanidade", que é considerada patrimônio mundial pela Unesco.

"Estou feliz de apresentar a vocês uma nova espécie do gênero humano", declarou Lee Berger, pesquisador da Universidade Witwatersrand de Johannesburgo.

Em 2013 e 2014, os cientistas encontraram mais de 1.550 ossos pertencentes a pelo menos 15 indivíduos, incluindo bebês, adultos jovens e pessoas mais velhas. Todos apresentavam uma morfologia homogênea, mas ainda não foram datados.

A descoberta, classificada como "extraordinária" pelo Museu de História Natural de Londres, representa a maior mostra de fósseis de hominídeos exumados até hoje na África.

Os ossos exumados na África do Sul representam um desafio para os cientistas. Complicam um pouco mais o tabuleiro dos hominídeos, pois a espécie descoberta apresenta características próprias tanto dos hominídeos modernos como dos antigos.

"Alguns aspectos do Homo naledi, como suas mãos, seus punhos e seus pés, estão muito próximos aos do homem moderno. Ao mesmo tempo, seu pequeno cérebro e a forma da parte superior de seu corpo são mais próximosOs fósseis foram encontrados em uma caverna profunda de difícil acesso em Maropeng, perto de Johannesburgo, onde fica a jazida arqueológica conhecida como "Berço da Humanidade", que é considerada patrimônio mundial pela Unesco.

"Estou feliz de apresentar a vocês uma nova espécie do gênero humano", declarou Lee Berger, pesquisador da Universidade Witwatersrand de Johannesburgo.

Mas como era o 'Homo naledi'?
"Tinha o cérebro minúsculo do tamanho de uma laranja e um corpo muito esbelto", afirmou John Hawks, pesquisador da Universidade de Wisconsin-Madison e autor de um artigo publicado nesta quinta-feira na revista científica eLife. Tinha altura média de 1,5 metro e pesava 45 quilos.

Uma reconstrução de como possivelmente era o 'Homo naledi', concedida pelo National Geographic.


"Alguns aspectos do Homo naledi, como suas mãos, seus punhos e seus pés, estão muito próximos aos do homem moderno. Ao mesmo tempo, seu pequeno cérebro e a forma da parte superior de seu corpo são mais próximos aos de um grupo pré-humano chamado australopithecus", explicou o professor Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres. A descoberta pode permitir uma compreensão melhor sobre a transição, há dois milhões de anos, entre o australopithecus primitivo e o primata do gênero homo, nosso ancestral direto.[Fonte: Yahoo]

Fragmentos de ossos encontrados indicam que Terra foi habitada por gigantes

Há mais de um milhão de anos a Terra foi habitada por gigantes. E não, não se trata de uma espécie totalmente desconhecida e que desapareceu. Trata-se de uma fase da evolução do ser humano que até hoje não havia sido descoberta.

Tudo começou com o surgimento de um osso de dedo mindinho datado de 1,85 milhão de anos atrás. É a descoberta mais antiga relacionada à mão humana e poderá mudar de vez tudo o que conhecemos sobre a evolução do ser humano desde seu surgimento.

Encontrado na Tanzânia, o osso fez com que cientistas voltassem a pesquisar evolução. O país é tido como um dos berços da humanidade e teria sido abrigo desses seres gigantescos. Caso a proporcionalidade seja exata, os gigantes em questão seriam seres com aproximadamente três metros.

A grande dúvida dos cientistas, agora, é sobre a fase da evolução na qual o ser humano tinha esse tamanho. Para eles, é crucial saber como e quando o homem deixou de viver em árvores para se estabelecer no chão por meio de caçadas. 

“Nossa descoberta não nos mostra só que essa criatura tinha uma mão com o formato moderno, como conhecemos. Mostra também uma importante parte da evolução na qual o homem talvez tenha atingido sua maior estatura”, afirma o cientista Manuel Dominguez-Rodrigo ao Daily Mail.

A descoberta, porém, não transforma a história de maneira definitiva. Por se tratar de apenas uma evidência, será melhor estudada até que se chegue a conclusões melhores. As pesquisas continuam focadas na África, tendo em vista que o continente é tido como primeiro local habitado pelo homem após seu surgimento. [Fonte: Yahoo]

Pesquisadores descobrem que, em seus primeiros anos, pirâmides egípcias brilhavam

Reprodução 

Se hoje, 2015, as pirâmides do Egito chamam atenção por sua beleza e complexidade, quando foram construídas elas eram ainda mais atraentes. Isso porque, por conta de um processo bastante complexo, as pirâmides brilhavam como o Sol. Pesquisadores descobriram que logo que elas foram construídas, há cerca de 4 mil anos, os blocos de pedra eram manualmente — isso mesmo, um por um — polidos de pedra calcária. Esse material, além de proteger o bloco, fazia co que ele refletisse a luz solar. “isso verdadeiramente deve ter adicionado a impressão de Gizé como sendo uma mágica cidade portuária, banhada pela luz solar, ou mesmo que existia uma forma éter na luz celestial”, afirma — bem poeticamente — o arqueólogo Marc Lehner em entreviista ao Smithsonian Channel. No vídeo abaixo (áudio em inglês), produzido pelo Smithsonian, é possível ver todo o complexo processo pelo qual passavam os blocos de pedra usados na construção das pirâmides. Difícil de ser executado nos dias atuais, mostra como o povo egípcio, quatro milênios atrás, era extremamente desenvolvido. Assista:
 

Quem vivia na Terra? Equipe encontra ferramentas anteriores ao primeiro homem


Reprodução


Uma descoberta feita no Quênia está deixando cientistas e paleontólogos de todo o mundo extremamente inquietos. Trata-se de um conjunto de ferramentas encontrada em um sítio arqueológico datado do período Plioceno, ou seja, há mais de 3,3 milhões de anos. O dado é que esse tempo é anterior ao surgimento dos primeiros homens.

O primeiro homem conhecido é o Homo habilis, que surgiu milhares de anos depois do período Plioceno. Por conta disso, cientistas e especialistas acreditam que a nova descoberta poderá fazer com que toda a história da humanidade — e talvez do planeta — seja reescrita. Isso porque, além da data em questão, as ferramentas são consideradas bastante sofisticadas: há martelos, bigornas e seixos esculpidos.

Em artigo publicado na Nature, revista especializada no ramo, os responsáveis pela descoberta deram o nome de Lomekwian a essa produção proto-humana. Ela é 700 mil anos mais velha que a produção olduvaiense, até então a mais antiga já descoberta. Mais do que a antiguidade, os pesquisadores agora se preocupam com a única pergunta sem resposta: se essas ferramentas são anteriores ao homem, quem as teria produzido e utilizado?

Em relatos recentes, cientistas afirmam que serem marinhos como os golfinhos já utilizaram ferramentas ao longo de seu desenvolvimento. A teoria, porém, é controversa e não aceita por toda a comunidade. A descoberta no Quênia abre mais um caminho para que se descubra além disso e, portanto, é considerada histórica.

"Futuro da humanidade é cada vez mais africano"


Duas em cada cinco crianças viverão na África nos próximos 35 anos, estima relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que, por isso, apela por investimentos na geração mais nova do continente.
 “As elevadas taxas de fecundidade e o número crescente de mulheres em idade reprodutiva significam que, ao longo dos próximos 35 anos, perto de 2 milhões de bebês vão nascer na África”, destaca o documento Geração 2030/Relatório sobre África, apresentado nesta terça-feira, 12, em Joanesburgo, na África do Sul.
 As projeções do Unicef mostram que, em 2050, cerca de 40% de todos os nascimentos devem ocorrer na África, onde o número de crianças chegará perto de 1 bilhão.
 “O futuro da humanidade é cada vez mais africano”, destaca o Unicef, classificando o previsível aumento sem precedentes da população infantil como oportunidade única para os responsáveis políticos definirem "uma estratégia de investimento centrada na criança”, que se traduza em benefícios para África e o mundo.
 Em 2015, mais de metade da população de 15 países africanos terão menos de 18 anos, incluindo Angola (54%) e Moçambique (52%).
 O relatório chama a atenção para a Nigéria, onde já se verifica o maior número de nascimentos do continente e que, segundo as estimativas, em 2050 “contabilizará quase 10% cento dos nascimentos em nível mundial”. A população nigeriana será 2,5 vezes maior, devendo atingir 440 milhões de habitantes em 2050, e os menores de 18 anos aumentarão de 93 para 181 milhões.
 Dos 54 países africanos, a Nigéria é o exemplo mais relevante, porque representa 16% da população regional, mas todo o continente está em transição demográfica.
 Moçambique está também entre os países que, até 2050, mais contribuirão para o aumento populacional na África, devendo crescer em 33 milhões de habitantes. Os atuais 14 milhões de crianças do país lusófono aumentarão em 11 milhões.
 A urbanização crescente do continente fará com que a maioria dos africanos viva em cidades, antecipa o documento. Se dentro de um ano, 40% da população africana habitarão em contextos urbanos, esse índice deverá aumentar para 60% até 2050.
 Em 2015, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe estarão em 6º e 8º lugares, respectivamente, entre os países africanos com maior percentual de população urbana. Cabo Verde será também um dos mais densamente povoados.
 Em comunicado, Leila Gharagozloo-Pakkala, diretora regional do Unicef para a África Oriental e Austral, espera que as projeções sirvam de “catalisador para um debate internacional, regional e nacional sobre as crianças africanas”. Isso porque, segundo ela, o investimento nas crianças de hoje – na sua saúde, educação e proteção - traria vantagens econômicas a um continente onde, apesar da melhoria, ocorre metade de todas as mortes infantis do mundo.
 Na África, uma em cada 11 crianças morre antes dos cinco anos, taxa 14 vezes superior à média dos países de rendimento elevado, lembra o Unicef, estimando que, a manter-se esse panorama, a mortalidade infantil “pode subir para próximo dos 70% em 2050.
 “As alterações demográficas profundas pelas quais a população de crianças africanas vai passar estão entre os problemas mais importantes que o continente enfrenta”, conclui o relatório. “Se o investimento nas crianças africanas não for considerado prioritário, o continente não conseguirá aproveitar plenamente essa transição demográfica”, alerta Manuel Fontaine, diretor regional do Unicef para a África Ocidental e Central.[Fonte: O Povo online]

África: Berço da Civilização e da Humanidade



Em 1964, a UNESCO dava início a uma tarefa sem precedentes: contar a história da África a partir da perspectiva dos próprios africanos. Mostrar ao mundo, por exemplo, que diversas técnicas e tecnologias hoje utilizadas são originárias do continente, bem como provar que a região era constituída por sociedades organizadas, e não por tribos, como se costuma pensar. 

Quase 30 anos depois, 350 cientistas coordenados por um comitê formado por 39 especialistas, dois terços deles africanos, completaram o desafio de reconstruir a historiografia africana livre de estereótipos e do olhar estrangeiro. Estavam completas as quase dez mil páginas dos oito volumes da Coleção História Geral da África, editada em inglês, francês e árabe entres as décadas de 1980 e 1990. 

Além de apresentar uma visão de dentro do continente, a obra cumpre a função de mostrar à sociedade que a história africana não se resume ao tráfico de escravos e à pobreza. Para disseminar entre a população brasileira esse novo olhar sobre o continente, a UNESCO no Brasil, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (SECAD/MEC) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), viabilizaram a edição completa em português da Coleção, considerada até hoje a principal obra de referência sobre o assunto. 

O objetivo da iniciativa é  preencher uma lacuna na formação brasileira a respeito do legado do continente para a própria identidade nacional.

O Brasil e outros países de língua portuguesa têm agora a oportunidade de conhecer a Coleção História Geral da África em português. A coleção foi lançada em solenidade, em Brasília, com a presença dos ministros de Educação e Cultura.

Faça aqui o download da coleção.

Fósseis de 2 milhões de anos poderiam ser de novos ancestrais humanos



Para alguns cientistas, o Homo erectus seria um dos principais ancestrais dos humanos modernos — mas, se depender da descoberta de Meave Leakey e sua equipe de paleontólogos, novas espécies também poderiam entrar na lista de nossos antepassados.
Tal afirmação tem como base os fósseis encontrados por Leakey em uma escavação no Quênia. Os ossos faciais descobertos possuem cerca de dois milhões de anos e poderiam confirmar a teoria de que existiram espécies pré-humanas que também tiveram influência na evolução dos homens modernos.
Pelos estudos realizados até agora, Leakey e sua equipe afirmam que os ossos provariam que as novas espécies e o Homo erectus compartilhavam um ancestral comum — eles seriam, em outras palavras, “primos muito distantes”.
No entanto, tal teoria não estaria sendo bem aceita por todos os cientistas. Para alguns, as conclusões seriam precipitadas e baseadas em poucas evidências. Em contrapartida, Leakey afirma que as características dos fósseis — que indicam rostos planos e dentes grandes, por exemplo — apontariam claramente que não se trata do Homo erectus e sim de novos ancestrais.[Fonte: Tecnomundo]

Genoma do aborígine australiano fornece dados sobre migrações


Grupo de dança de aborígines australiano se prepara para dançar em apresentação em Pequim, China (AFP/Arquivo, PETER PARKS)


O genoma contido na mecha de cabelo de um aborígine australiano pôs em dúvida as teorias mais aceitas sobre as primeiras migrações da África à Ásia, ao sugerir que não transcorreram em uma só leva, mas em várias.
Segundo um estudo da Universidade de Copenhague publicado nesta quinta-feira na revistaScience, o aborígine australiano é o descendente direto dos primeiros exploradores que saíram do norte da África, entre 62 mil e 75 mil anos atrás.
Essa é a principal informação fornecida pela primeira sequência completa do genoma do aborígine australiano, decifrada a partir de uma mecha de cabelo que data do início do século XX e procede da região australiana de Goldfields.
O DNA da sequência carece de informações genéticas dos australianos modernos, que descendem dos europeus, algo que a equipe de cientistas considera uma mostra de que os antecessores dos aborígines se deslocaram através da Ásia e chegaram à Austrália em uma primeira leva migratória, anterior às restantes.
Enquanto isso, "os antepassados de europeus e asiáticos permaneciam quietos em algum lugar da África ou do Oriente Médio, ainda esperando para explorar o mundo", indicou o principal autor do estudo, o dinamarquês Eske Willerslev.
O estudo contradiz a hipótese apresentada por cientistas americanos e europeus no início da década de 1990, segundo a qual o Homo sapiens iniciou desde a África uma única onda migratória que chegou a todos os continentes, à exceção da América.
Por outro lado, aponta o estudo, os antecessores dos aborígines australianos embarcaram na aventura rumo à Oceania cerca de 24 mil anos antes dos antecedentes dos atuais asiáticos.
"Os aborígines australianos têm provavelmente uma das histórias mais antigas de população estabelecida de forma fixa fora da África Subsaaariana", disse Willerslev no estudo.
Para chegar a essa conclusão, a equipe comparou a sequência de genoma do aborígine com outras 79 procedentes de indivíduos da Ásia, Europa e África.[Fonte: Terra]

Cientistas acham crânio de macaco de 20 milhões de anos

Descoberta pode preencher lacunas no estudo da evolução dos seres humanos.

Arqueólogos de Uganda e França anunciaram nesta terça-feira (03/07/2011) a descoberta de um crânio completo de um macaco de 20 milhões de anos. O fóssil foi encontrado perto das encostas do vulcão extinto Napak, no vilarejo de Karamoja, Uganda. A novidade pode auxiliar pesquisadores na compreensão da evolução humana.
"Esta é a primeira vez que um crânio completo de um macaco dessa idade é descoberto. É um fóssil de extrema importância", afirmou em Campala, capital da Uganda, o paleontólogo Martin Pickford, do College de France, de Paris.
O crânio fossilizado pertenceu a um Ugandapitchecus major, primo remoto dos grandes símios atuais. Estudos preliminares mostram que se tratava de um herbívoro que subia em árvores, e que morreu quando tinha cerca de dez anos. Ele possuía a cabeça do mesmo tamanho que a de um chimpanzé e o cérebro do tamanho de um babuíno.
O achado pode dar pistas de como o cérebro do Homo sapiens evoluiu ao longo do tempo, adquirindo o tamanho necessário para se diferenciar de seus antepassados com o desenvolvimento da linguagem e o uso de diversas ferramentas. A equipe acredita que o espécime não tinha um cérebro grande o suficiente para falar, mas o fóssil pode dar algumas evidências da relação entre volume cerebral e ganho de peso, por exemplo. Isso é importante porque pesquisadores podem avaliar o grau de inteligência do primata.
Os restos, preservados pelas cinzas do vulcão durante milhares de anos, serão levados até Paris para serem examinados e documentados antes de serem encaminhados de volta a Uganda, daqui um ano.

“Lucy” tinha pé semelhante ao de humanos modernos.

Foto: Science/AAAS
Foto do quarto osso metatarsal de um Australopithecus Afarensis

A dúvida sobre o modo de caminhar do hominídeo Australopithecus afarensis, um dos ancestrais do homem, chegou ao fim. A hipótese de que a espécie, cujo fóssil mais famoso é conhecido como Lucy, praticava uma forma de locomoção intermediária entre chimpanzés quadrúpedes que viviam em árvores e humanos bípedes caiu por terra com a descoberta em Hadar, na Etiópia, de um osso fossilizado, de 3,2 milhões de anos. O osso em questão é o quarto metatarsal – que conecta o dedo ao lado do mindinho à base do pé – e indica que a espécie tinha pés arqueados, semelhantes aos humanos modernos, por isso, andava em dois pés como fazemos atualmente.
Este osso é elemento chave que diferencia os pés de primatas e de humanos, pois forma arcos longitudinais e transversais na estrutura do pé. Isto quer dizer que o Australopithecus afarensis não tinha o pé chato e se movimentava com mais facilidade. Parece um detalhe, mas o desenvolvimento de pés arqueados foi uma mudança importante na evolução humana, pois significa o abandono da vida nas árvores.

“Nós sabemos há muitos anos que a espécie de Lucy, o Australopithecus afarensis, era um bípede ereto. Mas havia ainda o debate sobre se esta espécie continuava a viver entre as árvores e as hipóteses se baseavam em aspectos do esqueleto locomotor deles que lembra mais o de macacos que de humanos. A descoberta adiciona à evidência de um padrão de humanos modernos na estrutura e função do pé, o que implica uma adaptação a locomoção por dois pés”, disse ao iG William Kimbel, da Universidade do Arizona e um dos autores do estudo que será publicado esta semana no periódico científico Science.

Lucy andarilha
Os seres humanos são os únicos entre os primatas que têm pés arqueados. Esta característica facilita a locomoção em duas pernas, pois os arcos são responsáveis pela absorção do choque quando o pé toca o solo, assim como servem de plataforma dura para se impulsionar contra o chão. Os pés dos outros primatas não têm estes arcos, são mais flexíveis que os dos humanos e o dedão tem mais mobilidade, o que facilita a escalada de árvores e o engate em galhos.

Kimbel afirma que até a descoberta do fóssil do osso em Hadar, o padrão semelhante aos pés de humanos só havia sido visto em fósseis de Homo erectus de 1,8 milhões de anos, na Eurásia. “No entanto, é bom lembrar que os ossos do pé são muito raros em registros fósseis antigos, portanto não é surpreendente que a estrutura de pé igual a do homem moderno seja mais antiga que isto”, disse.

O Australopithecus afarensis viveu na África há mais de 3 milhões de anos e tinha cérebros menores e mandíbulas mais fortes que o homem moderno. Antes deles, registros fósseis revelam que vivia no Quênia e na Etiópia o Australopithecus anamensis, há 4,2 milhões de anos. E antes ainda, vivia o Ardipithecus ramidus, o mais antigo ancestral humano que vivia da Etiópia, há 4,4 milhões de anos. Embora as espécies fossem bípedes, passavam parte do tempo entre as árvores e seus pés ainda tinham características mais semelhantes aos de primatas como os chimpanzés. Ficavam em pé, mas não eram bons de caminhada.

A nova descoberta de Hadar permite dizer que há pelo menos 3,2 milhões de anos bons andarilhos vivem na Terra – isto porque não há muitos registros fósseis do A. anamensis que comprovem que estes também tivessem pés arqueados. De acordo com os cientistas, a nova descoberta sugere ainda que a vida entre as árvores tenha se tornado desfavorável aos parentes de Lucy. [Fonte: IG]

Esqueleto de 3,2 milhões de anos do Australopithecus Afarensis chamado Lucy
Foto: AP Fhoto/ Michael Stravato

Análises de DNA reescrevem história dos africanos na América


Pergunta que até hoje não encontrou solução entre os historiadores: quem foi o primeiro africano a pisar na América? A teoria mais aceita é que tenha sido algum escravo trazido de um navio negreiro no início do século XVI, quando esse sistema econômico começou a tomar forma. Mas a genética, com uma ajudinha da arqueologia, parece ter finalmente encontrado a resposta definitiva: foram dois homens na tripulação de Cristóvão Colombo, já em 1492.
Usando a análise do DNA de ossos humanos escavados de um cemitério em La Isabela, República Dominicana – a primeira cidade colonial nas Américas – o novo estudo reforça a teoria de que os africanos cruzaram o Atlântico pelo menos 150 anos antes do que se imaginava. Uma época onde os “nossos” indígenas ainda nem podiam desconfiar da desgraça que aqueles estranhos homens brancos trariam do outro lado do Atlântico.
Mas não estamos falando de Brasil, e sim de uma colônia na América Central. La Isabela foi fundada em 1494, na segunda viagem de Colombo ao Novo Mundo, dois anos depois da primeira. Dezessete navios trouxeram consigo mais de 1.700 europeus – entre os quais havia agricultores, construtores, padres e o pequeno número de navegadores que deram carona a eles – na ilha de Hispaniola, que hoje é dividida entre a República Dominicana e o Haiti. Mais dois anos se passaram, período no qual 300 dos desbravadores morreram de doenças variadas. Em 1498, ano em que Vasco da Gama chegava às Índias, La Isabela foi abandonada.
No ano passado, novas investigações aconteceram na ilha. Um levantamento sugere que até sete dos 49 esqueletos exumados do cemitério local haviam pertencido a africanos. Os indicativos: semelhantes àqueles com os quais se identificam dinossauros. O carbono e os isótopos de estrôncio no esmalte dos dentes, principalmente, aproximam tais suspeitas da realidade.
Foram analisados o fêmur e um dente molar de cada um dos 10 esqueletos “possivelmente africanos”, desenterrados entre 1983 e 1991. Os testes de DNA, por fim, jogaram um pouco de água na fervura dos pesquisadores. Mas não destruíram a teoria: dos sete que se imaginavam, dois parecem realmente ter sido africanos. Os pesquisadores explicam que tais africanos, provavelmente, faziam parte da turma que Colombo levou para colonizar o novo território, mas como foram parar numa dessas caravelas permanece um mistério. Certamente, executavam um serviço que não se distinguia muito daquele que fizeram os milhares de negros que cruzaram o oceano nos três séculos seguintes. [Fonte: Hypescience]

Homem veio mesmo só da África, diz estudo

Estudo analisou mais de 4.500 crânios antigos humanos, de todas as regiões do globo. Resultado refuta idéia de que homem tenha surgido em vários lugares ao mesmo tempo.


Uma nova análise de mais de 4.500 crânios procedentes de todo o mundo, combinada com estudos sobre as variações genéticas nos humanos, comprova a teoria de que o ser humano se originou apenas na África -- e de nenhum outro lugar. Os resultados do relatório, publicado na última edição da revista científica britânica "Nature", mostram que a diversidade genética diminui à medida que a população se afasta da África. A observação coincide com a teoria de que a população mundial descende de um número reduzido de Homo sapiens surgido e emigrado da África. Além disso, ao estudar os crânios de mais de 105 populações diferentes, os cientistas descobriram que os atributos físicos não só variavam mais entre os mesmos exemplares do sudeste da África, mas as diferenças diminuíam quanto mais afastada do continente africano era a área de onde provinham. As origens e a dispersão dos primeiros humanos anatomicamente modernos geraram um debate entre os que atribuem a origem a uma região da África Subsaaariana e os que sustentam que diferentes populações evoluíram independentemente desde o Homo erectus até o Homo sapiens em diversas áreas do planeta. O primeiro dos cenários, apoiado em análises genéticas, constata uma expansão dos humanos em direção ao Oriente Médio, Europa, Ásia, Oceania e América a partir de um número reduzido de migrantes, o que teria levado a uma perda da diversidade genética à medida que aumentava a distância do continente africano. Liderados por Andrea Manica, do departamento de Zoologia da Universidade de Cambridge, os pesquisadores alegam que o estudo demonstra "definitivamente" que os atuais humanos se originaram em uma única região da África. Para assegurar a validade das conclusões, a equipe de cientistas britânicos tentou utilizar dados para encontrar origens dos primeiros humanos modernos fora da África, experimento que terminou sem resultados. [Fonte: G1]

SOMOS UM POUCO NEANDERTAIS

Cientistas descobrem que espécie se misturou com os nossos ancestrais. Habitantes da Europa, Ásia, Oceania e América partilham gene com espécie desaparecida há 24 mil anos:
Não somos a espécie que pensamos ser. Assumimos que somos melhores do que os neandertais, ou que a superioridade da nossa espécie os levou à extinção. Mas, de acordo com as últimas análises de DNA, estas criaturas primitivas se relacionaram com o Homo sapiens, passando seus genes para as nossas linhagens.
Concepção artística mostra humano moderno ruivo e sua contraparte neandertal (Foto: Michael Hofreiter e Kurt Fiusterweier/MPG EVA)

Isto certamente acaba com o mito de uma espécie distinta, pura e triunfante sobre os neandertais e outras espécies. Estas novas descobertas podem nos obrigar a considerar os neandertais como parte da nossa espécie ou, então, sermos obrigados a repensar a nossa classificação como Homo sapiens.
Os biólogos dizem que o conceito de espécie, ensinado nas escolas, que diz que elas se tornam distintas quando seus membros não podem produzir descendentes férteis, ficou ultrapassado. Hoje, os cientistas perceberam que a separação delas é um processo, diz o biólogo Paul Schmidt, da Universidade da Pensilvânia. Os grupos podem interagir produzindo descendentes férteis e inférteis.“Um biólogo pode dizer: ?Hum! Isto não é um grande achado, acontece a toda hora”, diz. Mas fica mais difícil admitir tais relações interespécies quando humanos são envolvidos. No passado, mesmo entre aqueles que aceitavam que nós não fomos criados por uma divindade, havia a crença de que éramos o ponto final de uma poderosa cadeia evolutiva. Agora, descobrimos que fazemos parte de um emaranhado, como os outros animais.A evidência de que os neandertais se misturaram com os ancestrais humanos vem de uma comparação entre o DNA humano e o extraído de ossos de neandertais, com 38 mil anos, como parte do Projeto Genoma Neandertal.
Os pesquisadores trabalham com a hipótese de que a humanidade surgiu na África, há cerca 100 mil anos, e começou a se expandir em várias direções, substituindo espécies mais antigas de hominídeos na Europa, Ásia e Oriente Médio.
O mais famoso destes substituídos foram os neandertais, cujos ancestrais se separaram da nossa linhagem cerca de 400 mil anos atrás. Com o passar do tempo, a evolução os moldou para serem mais pesados e mais fortes do que os humanos modernos. A palavra neandertal tornou-se sinônimo de brutalidade e estupidez, embora os cérebros deles fossem pouco maiores do que os nossos.
Entre 50 mil e 80 mil anos atrás, nossos ancestrais começaram a sair da África em direção aos territórios habitados pelos neandertais, que teriam desaparecido há 24 mil anos. As últimas análises genéticas indicam que eles não se extinguiram, mas se misturaram com o Homo sapiens, deixando todos os não-africanos com uma porção de DNA neandertal.
Os pesquisadores que realizaram a análise se esquivaram de falar sobre o que isso significava para nós. “É difícil responder se somos uma espécie diferente ou uma subespécie”, disse o geneticista Richard Green, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz.Alan Templeton, biólogo da Universidade de Washington, esta última análise de DNA confirma o que se falava há tempos: que os neandertais eram parte de nossa espécie. Por anos, ele tem comparado o DNA de pessoas de todo o mundo, procurando padrões que mostrem aspectos da nossa evolução. “A ideia é de que há grupos ou raças puras não faz nenhum sentido”, disse.
Ele disse que os cientistas utilizam diferentes critérios para distinguir as espécies animais e as humanas. Por exemplo, diferentes grupos de chimpanzés são muito mais geneticamente diferentes do que os homens e os neandertais e não há nenhum problema em agrupá-los em uma única espécie.
Novas evidências mostram que eles usavam pigmentos, faziam joias e provavelmente falavam. Análises genéticas mostram que eles compartilham conosco uma versão de um gene, chamado FOXP2, crucial para o desenvolvimento da linguagem e que não está presente em outros animais.[Fonte: Jornal AN]


Hominídeo achado na África do Sul revela nova etapa na evolucão humana

Dois esqueletos parciais fossilizados de uma espécie de hominídeo, com quase dois milhões de anos, foram descobertos na África do Sul, levantando o véu sobre uma nova etapa da evolução humana, segundo trabalhados divulgados nesta quinta-feira pela revista americana Science. [Foto:Ho/AFP]


Este hominídeo foi batizado de Australopithecus sediba. Dois espécimes - uma mulher adulta e um homem - foram encontrados numa caverna, perto um do outro e muito bem conservados.
Caminhavam erguidos e compartilhavam vários traços das primeiras espécies conhecidas, o que poderá ajudar a responder a alguns questionamentos científicos, enfatizaram os pesquisadores.


Estes dois fósseis têm de 1,95 a 1,78 milhão de anos e a estrutura de seu esqueleto é similar à das primeiras espécies Homo, como a famosa "Lucy", de 3,2 milhões de anos e durante muito tempo considerada o ancestral comum da humanidade até descoberta de "Ardi" (Ardipithecus ramidus), de 4,4 milhões de anos.

Os dois novos fósseis sul-africanos são um hominídeo surgido um milhão de anos depois de Lucy. Suas características mostram que a transição entre os primeiros hominídeos e o gênero Homo aconteceu muito lentamente.


"Não é possível estabelecer de forma precisa a posição filogenética - relações de parentesco - do Sediba em relação às diferentes espécies desde o início do gênero Homo", explicou Lee Berger, da Universidade de Witwatersrand em Johannesburgo, principal autor do estudo.
"Podemos, no entanto, concluir que esta nova espécie compartilha mais traços com os primeiros hominídeos do que qualquer outro Australopithecus", acrescentou. [Fonte: Yahoo Notícias]

Cientistas encontram mais antigo ancestral humano na Etiópia

Ilustração indica como seria a espécime encontrada na Etiópia (Foto:Reprodução/Reuters)



'Ardipithecus ramidus' viveu há 4,4 milhões de anos. Macacos e homens tiveram evolução distinta há muito mais tempo.

A família que resultou no que chamamos humanidade está 1 milhão de anos mais velha. Cientistas descobriram um ancestral dos homens atuais de 4,4 milhões de anos. O Ardipithecus ramidus (ou apenas “Ardi”, como é carinhosamente chamado) foi descrito minuciosamente por uma equipe internacional de cientistas, que divulgou a descoberta em uma edição especial da revista “Science” desta semana.

O espécime analisado, uma fêmea, vivia onde hoje é a Etiópia 1 milhão de anos antes do nascimento de Lucy (estudado por muito tempo como o mais antigo esqueleto de ancestral humano).


“Este velho esqueleto inverte o senso comum da evolução humana”, disse o antropólogo C. Owen Lovejoy, da Universidade Estadual de Kent. Em vez de sugerir que os seres humanos evoluíram de uma criatura similar ao chimpanzé, a nova descoberta fornece evidências de que os chimpanzés e os humanos evoluíram de um ancestral comum, há muito tempo. Cada espécie, porém, tomou caminhos distintos na linha evolutiva.

Saiba Mais Sobre a Descoberta

Arte a Favor da Evolução


Alguns detalhes sobre Ardi:


- Ardi foi encontrada em Afar Rift, na Etiópia, onde muitos fósseis de plantas e animais (incluindo 29 espécies de aves e 20 espécies de pequenos mamíferos) foram descobertos. Achados perto do esqueleto indicam que, na época de Ardi, a região era arborizada.

- Os caninos superiores de Ardi eram mais parecidos com os pequenos e grossos dentes de humanos modernos do que com os grandes e afiados caninos de chimpanzés machos. Análise do esmalte dentário sugere uma dieta diversificada, que incluía frutas, folhas e nozes.

- Ardi possuía um focinho saliente, dando a ela uma aparência simiesca. Mas não tão para a frente como os focinhos dos macacos modernos. Algumas características de seu crânio, como a área sobre os olhos, diferem muito dos chimpanzés.

-Detalhes do fundo do crânio, onde nervos e vasos sanguíneos encontram o cérebro, indicam que o órgão ficava posicionado de maneira semelhante ao dos humanos modernos. Segundo os pesquisadores, isso indicaria que os cérebros dos hominídeos já estavam posicionados para abranger áreas que envolvem aspectos visuais e de percepção espacial.

-Suas mãos e punhos eram uma mistura de características primitivas e modernas, mas não possuíam marcas características dos modernos chimpanzés e gorilas. Ela tinha as palmas das mãos e os dedos relativamente curtos, que eram flexíveis e permitiam que aguentasse o peso do próprio corpo enquanto se movia por entre as árvores. Mesmo assim, ela tinha de tomar muito cuidado ao escalar, pois faltava-lhe as características anatômicas que possibilitam aos macacos atuais balançar, agarrar e mover facilmente entre as árvores.

-A pelve e o quadril indicam que os músculos dos glúteos eram posicionados de modo que ela pudesse andar em pé.

- Seus pés eram rígidos o suficiente para caminhar, mas o polegar era grande o bastante para possibilitar escaladas.

[Fonte: G1]

Minha Despedida:

CARTA ABERTA: Venho por meio desta externar meu profundo agradecimento pela oportunidade a mim concedida de lecionar por mais de 10 anos na FGG para o curso de Pedagogia e por um determinado período no curso de Psicologia, e por poder colaborar com a ACE em reuniões, eventos e formaturas sempre que solicitado. Nesse tempo lecionei as disciplinas de Filosofia da Educação, História da Educação, Projetos Educacionais, Políticas Públicas, Formação Continuada dos Docentes, Gestão Escolar, Educação e Novas Tecnologias, Educação de Jovens e Adultos, Antropologia, Sociologia da Educação e Empreendedorismo. Reconheço que mais aprendi que ensinei. Também estendo meus agradecimentos sinceros especialmente para algumas pessoas, dentre elas destacam-se: Professora Cheila, ex-coordenadora do curso de Pedagogia, gestora competente e ética, a qual me deu a oportunidade de compor sua equipe de trabalho; Professor Petry, ex-diretor da faculdade e excelente professor de sociologia; Professor Júlio, gestor por excelência do curso de Psicologia; Agradeço a ex-secretária Jovita e a Secretária Sandra, sempre muito prestativas e educadas. Também agradeço a professora empreendedora Marília, a qual tive o privilégio de ser aluno e mais tarde colega de trabalho; E a amiga Elisabeth, ex-professora da pedagogia, sempre muito comprometida, atualmente colega de trabalho na SDR/GERED. Meu muito obrigado ao Luciano, sempre muito prestativo e excelente funcionário. Também estendo meus agradecimentos a toda equipe administrativa e corpo docente do curso de Pedagogia da FGG. Ao corpo discente desejo muito sucesso enquanto acadêmicos e acadêmicas do curso de Pedagogia, especialmente para aqueles e aquelas que por algum período tive a honra de ter como meus alunos e alunas. A vocês desejo também sucesso profissional, sempre pautado pela ética e pelo comprometimento. Lembrem-se que: “uma visão de futuro sem ação é apenas um sonho; Uma ação sem visão de futuro é apenas um passatempo; Porém, uma visão de futuro com ação planejada pode causar uma revolução pessoal e profissional positiva”. Por isso, digo a todos e a todas, mesmo para aqueles e aquelas que por alguma razão não entenderam minha proposta pedagógica de trabalho: “acredite em você, tenha pensamentos de sucesso, palavras de sucesso, ações de sucesso, hábitos de sucesso e acima de tudo caráter, e certamente o teu destino só poderá ser o sucesso pessoal e profissional”! Mais uma vez muito obrigado por tudo e que Deus nos dê sabedoria e ilumine a todos nós. Cordialmente, Professor Jorge Schemes.