O principal objetivo deste blog é oferecer informações e notícias relacionadas com a Antropologia Biológica e Cultural e a Arqueologia.

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Cientistas Descobrem Vasos Sanguíneos Preservados no Maior Fóssil de T. Rex do Mundo

 

0809–Tiranossauro-Rex-layout_site© Wikimedia Commons/Reprodução

Apesar de grande parte da pesquisa atual em paleontologia se concentrar em tentar encontrar vestígios de restos orgânicos em fósseis, infelizmente, nunca se conseguiu recuperar o DNA de dinossauros.

Muito do que sabemos sobre os dinossauros vem de ossos e dentes preservados que foram desenterrados do solo. No entanto, esses tecidos duros, por si só, são limitados nas informações que fornecem.

Os tecidos moles são extremamente raros nos registros fósseis, mas podem ajudar a fornecer uma reconstrução muito mais realista da vida antiga. Isso inclui coisas como músculos e ligamentos, pigmentos ou até mesmo pele (como escamas ou penas), que contêm informações detalhadas sobre como os dinossauros viviam e como eram.

Outro tecido mole interessante que pode ser encontrado nos ossos são os vasos sanguíneos. Minha equipe de pesquisa e eu descobrimos vasos sanguíneos preservados em um fóssil de Tyrannosaurus rex, e nossas descobertas foram publicadas recentemente na revista Scientific Reports.

Como estudante de Física na Universidade de Regina, entrei para uma equipe de pesquisa que usava aceleradores de partículas para estudar fósseis. Lá, descobri pela primeira vez vasos sanguíneos em um osso de um T. rex usando modelos 3D avançados. Já se passaram quase seis anos desde aquele momento; agora estou fazendo meu doutorado, onde uso minha formação em Física para aprimorar técnicas de análise na pesquisa de fósseis.

Um espécime extraordinário

Os vasos foram encontrados em um espécime notável de T. rex apelidado “Scotty”. Mantido na coleção do Museu Real de Saskatchewan, no Canadá, Scotty é o maior T. rex já desencavado. O fóssil também continua sendo um dos espécimes mais completos de T. rex conhecidos.

Scotty parece ter tido uma vida difícil há 66 milhões de anos; muitos dos ossos recuperados parecem ter lesões, possivelmente devido a uma briga com outro dinossauro ou a uma doença. Um osso em particular, uma seção da costela, apresenta uma grande fratura parcialmente curada.

Em geral, depois que os ossos passam por um evento traumático como uma fratura, há um grande aumento na atividade dos vasos sanguíneos na área afetada como parte do processo de cicatrização. Acreditamos que foi isso que foi encontrado na costela de Scotty: uma extensa rede de vasos mineralizados que pudemos examinar usando modelos 3D reconstruídos.

Revolucionando a pesquisa paleontológica

Ao analisar ossos fósseis, há dois desafios principais. O primeiro é como examinar o interior dos ossos sem danificar o fóssil. E o segundo é que os ossos são muito grandes e podem ser bastante densos devido ao processo de fossilização, no qual minerais substituem e preenchem os materiais orgânicos originais.

Inicialmente, pensamos que poderíamos realizar uma tomografia computadorizada (TC) do osso, semelhante à utilizada para fins médicos, que permite a obtenção de imagens dos ossos sem danificá-los. Embora isso resolva o primeiro problema, o segundo problema significa que uma máquina de tomografia computadorizada médica convencional não é potente o suficiente para penetrar no osso denso.

Para nosso exame, usamos luz síncrotron, raios X especiais de alta intensidade. Eles são produzidos em laboratórios selecionados de aceleradores de partículas e nos permitem investigar microestruturas, como vasos sanguíneos nos ossos, com facilidade.

Os raios X síncrotron também podem ser úteis para análises químicas. Descobrimos que os vasos foram preservados como moldes mineralizados ricos em ferro, uma forma comum de fossilização, mas em duas camadas distintas. Essa camada é resultado da complicada história ambiental que levou à preservação excepcional observada na costela de Scotty.

Escrito nos vasos sanguíneos

Ao analisar os vasos sanguíneos produzidos por uma fratura não totalmente curada, esperamos aprender como o T. rex se curou, ajudando a especular sobre como Scotty conseguiu sobreviver após sofrer ferimentos. Isso poderia levar a informações evolutivas comparando as estruturas dos vasos observadas em Scotty com outras espécies de dinossauros, bem como parentes modernos dos dinossauros, como as aves.

Os resultados também podem ajudar em futuras explorações fósseis, orientando os cientistas a procurarem ossos que mostrem sinais de lesões ou doenças, aumentando potencialmente as chances de descobrir mais vasos ou outros tipos de tecidos moles preservados.

Com pesquisas interdisciplinares e novas aplicações de tecnologias avançadas, há um enorme potencial para recriar a vida passada dos dinossauros como nunca antes.

This article is republished from The Conversation under a Creative Commons license. Read the original article.

FONTE: MSN

Ancestrais dos Humanos Coexistiram com Dinossauros, diz Estudo

Apesar de acreditarem na existência de um ancestral dos humanos, os paleontólogos afirmam que o desparecimento dos dinossauros permitiu a evolução e diversificação da espécie. Fonte: Getty Images

De acordo com um novo estudo publicado na revista científica Current Biology, nesta última terça-feira (27), ancestrais de humanos e dinossauros coexistiram durante um curto período de tempo. Os cientistas não estão falando da linhagem humana como é conhecida hoje, mas de um grupo ancestral incomum que viveu na mesma época dos dinossauros.

Uma equipe de pesquisadores das Universidades de Bristol e de Friburgo, na Alemanha, chegou ao resultado após estudar milhares de fósseis de mamíferos placentários, uma classe que incluí animais como cães, morcegos e até humanos. Os dados sugerem que eles viveram há cerca de 66 milhões, antes do asteroide chegar e causar o evento catastrófico.

Os dados moleculares dos fósseis sugerem que esses animais estavam vivos antes do evento de extinção em massa que ocorreu no período Cretáceo-Paleógeno (K-Pg). A análise confirma a existência de grupos de mamíferos placentários antes do asteroide, sugerindo que eles coexistiram com os dinossauros durante um breve período de tempo.

“O modelo que usamos estima as idades de origem com base no momento em que as linhagens aparecem pela primeira vez no registro fóssil e no padrão de diversidade de espécies ao longo do tempo para a linhagem. Ele também pode estimar as idades de extinção com base nas últimas aparições quando o grupo está extinto”, explicou a coautora e representante da Universidade de Friburgo, Daniele Silvestro.

Humanos e dinossauros juntos?

De acordo com a principal autora do estudo e representante da Universidade de Bristol, Emily Carlisle, foram utilizados milhares de fósseis de mamíferos placentários. Desta forma, os cientistas conseguiram analisar os padrões de origem e extinção dos diferentes animais da época: assim, eles descobriram que um grupo de primatas ancestrais dos humanos evoluiu durante o período dos dinossauros.

Os cientistas afirmam que não sabem como seria a aparência dos nossos ancestrais placentários, contudo, provavelmente eles pareceriam pequenos esquilos. De qualquer forma, é importante destacar que as linhagens modernas de mamíferos placentários só começaram a surgir por conta do evento, pois estes grupos conseguiram se diversificar mais após a extinção em massa dos dinossauros.

“Infelizmente, não sabemos como seriam nossos ancestrais mamíferos placentários naquela época. Muitos dos primeiros fósseis de mamíferos placentários são criaturas bastante pequenas, como o Purgatorius — um dos primeiros ancestrais dos primatas — que era uma pequena criatura escavadora, um pouco como um musaranho. Portanto, é provável que muitos de nossos ancestrais fossem pequenos e se pareciam com esquilos”, disse Carlisle.

Fonte: Tecmundo

Pegada gigante de dinossauro é encontrada na Mongólia

Pegada gigante de dinossauro foi encontrada na Mongólia (Foto: Okayama University of Science/AFP)


Uma pegada de dinossauro de mais de um metro de extensão, uma das maiores já registrada até agora, foi descoberta no deserto de Gobi por uma equipe de pesquisadores mongóis e japoneses, revelou a Universidade de Ciências de Okayama.
A pegada, deixada por um titanossauro, mede 106 cm de extensão e 77 cm de largura e foi descoberta em agosto, em uma camada geológica formada entre 70 e 90 milhões de anos.
O titanossauro é um dinossauro de pescoço longo, que pode ter medido mais de 30 metros de comprimento e 20 metros de altura, segundo os pesquisadores.
A pegada deixada pelo animal no barro foi moldada naturalmente quando de encheu de areia.
"É uma descoberta muito rara, uma pegada fossilizada e bem conservada, que mede um metro de extensão e tem as marcas das garras", assinala o comunicado da Universidade de Okayama, que trabalha em conjunto com a Academia de Ciências da Mongólia. [Fonte: G1]
Pegada foi deixada por um titanossauro (Foto: Okayama University of Science/AFP)

Estudo sugere que neandertais tiveram filhos com humanos

Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e do Instituto Max Planck, na Alemanha, sugere que europeus modernos se reproduziram com neandertais a mais ou menos 37 mil anos atrás e deixaram descendentes. Cientistas fizeram a pesquisa com o objetivo de buscar explicações do por que a espécie ter semelhanças com pessoas de fora da África.
De acordo com o jornal britânico Daily Mail, os resultados sugerem que quando humanos modernos chegaram ao continente, eles se depararam com os neandertais, com quem se reproduziram e tiveram filhos. A espécie é conhecida como a ancestral de pessoas na Europa e na Ásia. A pesquisa, publicada na revista científica PLoS One, traz à tona descobertas recentes que sugerem que humanos e neandertais viveram lado a lado em cavernas no norte de Israel.
Quando o genoma neandertal foi sequenciado em 2010, pesquisadores observaram que pessoas de fora da África dividiam mais variantes genéricos com neandertais do que os africanos. Desde então, estudos indicam que europeus modernos dividem entre 1% e 4% dos genes com essa espécie, extinta há 28 mil anos.
O que poderia explicar tal observação é a mistura de humanos com neandertais quando eles saíram do continente africano. Os humanos começaram a surgir na África há cerca de 200 mil anos, enquanto os neandertais apareceram há aproximadamente 230 mil anos. A semelhança de tempo e espaço entre as duas espécies sugere a possibilidade de reprodução entre elas. Evidências de ambas contra ou a favor desse cruzamento foram analisadas através do DNA humano.
Dr. Sriram Sankararaman e sua equipe, do Departamento de Genética da Escola de Medicina de Harvard, mediu a extensão de amostras de DNA em genomas de europeus que apresentam semelhanças com neandertais. Como a recombinação entre cromossomos quando células do óvulo e espermas são formadas reduzem o tamanho de tais peças em cada geração, as amostras relacionadas aos neandertais analisadas serão menores conforme o tempo que passaram em genomas humanos atuais.
Baseados nos resultados, a equipe estima que neandertais e humanos trocaram genes pela última vez entre 37 mil anos e 86 mil anos atrás. [Fonte: Terra]

Livro diz que europeus colonizaram a América antes dos índios

Um livro escrito por dois arqueólogos americanos gerou controvérsia na comunidade científica ao defender que os europeus, e não povos provenientes da Ásia, foram os primeiros colonizadores do continente americano.
O livro, lançado recentemente em Washington, aponta novas descobertas arqueológicas, indicando que a América foi colonizada inicialmente por europeus da Idade da Pedra, que cruzaram o Atlântico de barco durante a última Era Glacial, há cerca de 20 mil anos.
Com Across Atlantic Ice: The Origin of America's Clovis Culture (Pelo gelo do Atlântico: a origem da cultura Clóvis da América, em tradução livre), Dennis Stanford, do Museu Nacional Smithsonian de História Natural, em Washington, e Bruce Bradley, da Universidade de Exeter, no Reino Unido, deram início a uma polêmica entre seus colegas arqueólogos.
É que eles defendem uma teoria considerada radical sobre quem foram os primeiros americanos e quando estes chegaram ao Novo Mundo. Across Atlantic Ice traça as origens dos solutrenses, que ocuparam o norte da Espanha e França, e de seus supostos descendentes da cultura Clóvis - surgida no final da Era do Gelo e assim batizada por conta dos artefatos encontrados perto da cidade de Clóvis, no Novo México (EUA). O povo da cultura Clóvis era considerado o mais antigo habitante das Américas, com cerca de 13 mil anos.
"O livro é bem pesquisado, interdisciplinar e sério. Mas os dados científicos concretos ainda não estão lá para provar ou refutar a teoria", disse à BBC Brasil Tom Dillehay, renomado arqueólogo da Universidade Vanderbilt, no Tennessee. "Estamos pesquisando teorias para explicar o povoamento das Américas. Esta hipótese é uma das possibilidades, mas os dados genéticos e bioarqueológicos atuais assinalam que a Sibéria, e não a Europa, foi o ponto de entrada."
Ferramentas
Há vários anos Stanford e Bradley têm afirmado que os seres humanos da Idade da Pedra eram capazes de fazer a viagem através do gelo do Atlântico. Mas ainda não contavam com provas suficientes que apoiassem tais indícios. Agora, no entanto, eles dizem ter indícios que sustentam a teoria.
Dezenas de ferramentas de pedra em estilo europeu, que remontam a um período entre 19 mil e 26 mil anos atrás, foram descobertas em seis locais diferentes ao longo da costa leste dos Estados Unidos. Três deles estão localizados na Península Delmarva, em Maryland. Outros dois foram encontrados na Pensilvânia e em Virgínia. Pescadores acharam o último no fundo do mar, a 96 km da costa de Virgínia.
De acordo com a dupla, a completa ausência de qualquer atividade humana no nordeste da Sibéria e no Alasca, num período anterior a 15,5 mil anos atrás, é outro argumento fundamental para a teoria deles. Também defendem que os europeus podem ter sido parcialmente absorvidos ou destruídos pelos índios asiáticos originários.
Além disso, alguns marcadores genéticos para a Idade da Pedra dos europeus ocidentais simplesmente não existem no nordeste da Ásia. Mas já aparecem em pequenas quantidades entre alguns indígenas norte-americanos, o que indicaria uma herança genética desses primeiros habitantes.
Também alguns exames de DNA antigo extraído de esqueletos com 8 mil anos na Flórida revelaram um alto nível de um marcador genético europeu. Mas há especialistas que discordam deles.
"Os argumentos do livro merecem ser completamente e conscientemente analisados", afirmou Gary Haynes, arqueólogo da Universidade de Nevada. "Tenho certeza de que existem muitas pessoas do público em geral e arqueólogos que aceitarão as teorias, mas não estou convencido."
Haynes disse sentir-se eticamente obrigado a ser cético. De acordo com ele, "as teorias são apenas parcialmente sustentáveis com os indícios disponíveis. Alguns dos argumentos não são lógicos, não foram analisados, ou se baseiam em pressupostos não comprovados e proposições".
DNA
Haynes enumera uma série de fatores que refutam a teoria defendida no livro. Entre eles, destaca que o DNA encontrado em populações nativas americanas não indica uma origem na Europa Ocidental, mas uma ascendência asiática.
O mesmo, de acordo com ele, pode ser dito com relação ao material genético encontrado - tanto nos antigos quanto nos modernos - esqueletos dos nativos americanos.
Além disso, não há esqueletos humanos nas Américas mais velhos do que os da cultura Clóvis; as idades da cultura Solutrense na Europa e da Clóvis nas Américas são amplamente separadas.
O arqueólogo brasileiro Walter Alves Neves, responsável pelo estudo de Luzia, o esqueleto humano mais antigo do continente americano, não quis emitir opinião sobre o livro. Questionado pela BBC Brasil sobre a nova teoria de Bradley e Stanford, afirmando que os europeus foram os primeiros moradores do Novo Mundo, ele disse desconhecer a hipótese publicada recentemente nos Estados Unidos.
Bradley, por sua vez, considera positivas as críticas a sua teoria. Esse é o caminho natural, diz ele, com a colaboração dos críticos trazendo provas adicionais ou interpretando os indícios atuais.
Segundo Bradley, a arqueologia raramente produz certezas. "Sentimos que as descobertas atuais são muito atraentes, mas para esta teoria ganhar aceitação esmagadora é preciso haver provas adicionais", disse.
O livro é resultado de mais de uma década de trabalho. Stanford e Bradley afirmam que estão apenas no início da jornada e seguem investigando outros locais no Tennessee, em Maryland e no Texas, onde esperam encontrar mais provas que sustentem a teoria. Também estão programadas pesquisas no Maine e na costa oeste americana.
Mas é possível que a maior quantidade de indícios venha do fundo do oceano - nas áreas onde os europeus teriam saído do gelo para a terra seca, atualmente cerca de 160 km abaixo do nível do mar.
Em meados deste ano, Bradley estará em São Paulo e, possivelmente, no Uruguai, para pesquisar indícios de povos primitivos ao longo do lado oriental do continente.[Fonte: Terra]

Genoma do aborígine australiano fornece dados sobre migrações


Grupo de dança de aborígines australiano se prepara para dançar em apresentação em Pequim, China (AFP/Arquivo, PETER PARKS)


O genoma contido na mecha de cabelo de um aborígine australiano pôs em dúvida as teorias mais aceitas sobre as primeiras migrações da África à Ásia, ao sugerir que não transcorreram em uma só leva, mas em várias.
Segundo um estudo da Universidade de Copenhague publicado nesta quinta-feira na revistaScience, o aborígine australiano é o descendente direto dos primeiros exploradores que saíram do norte da África, entre 62 mil e 75 mil anos atrás.
Essa é a principal informação fornecida pela primeira sequência completa do genoma do aborígine australiano, decifrada a partir de uma mecha de cabelo que data do início do século XX e procede da região australiana de Goldfields.
O DNA da sequência carece de informações genéticas dos australianos modernos, que descendem dos europeus, algo que a equipe de cientistas considera uma mostra de que os antecessores dos aborígines se deslocaram através da Ásia e chegaram à Austrália em uma primeira leva migratória, anterior às restantes.
Enquanto isso, "os antepassados de europeus e asiáticos permaneciam quietos em algum lugar da África ou do Oriente Médio, ainda esperando para explorar o mundo", indicou o principal autor do estudo, o dinamarquês Eske Willerslev.
O estudo contradiz a hipótese apresentada por cientistas americanos e europeus no início da década de 1990, segundo a qual o Homo sapiens iniciou desde a África uma única onda migratória que chegou a todos os continentes, à exceção da América.
Por outro lado, aponta o estudo, os antecessores dos aborígines australianos embarcaram na aventura rumo à Oceania cerca de 24 mil anos antes dos antecedentes dos atuais asiáticos.
"Os aborígines australianos têm provavelmente uma das histórias mais antigas de população estabelecida de forma fixa fora da África Subsaaariana", disse Willerslev no estudo.
Para chegar a essa conclusão, a equipe comparou a sequência de genoma do aborígine com outras 79 procedentes de indivíduos da Ásia, Europa e África.[Fonte: Terra]

Supremacia numérica deu vantagem a humanos contra Neandertais

Maior densidade demográfica de homens modernos pode ter sido chave na extinção dos Neandertais. Na foto, pedaço de crânio neandertal feminino.
O crescimento acelerado da quantidade de homens modernos há 40 mil anos pode ter sido um fator decisivo na competição entre humanos modernos e Neandertais, de acordo com um novo estudo, publicado nesta quinta-feira (28/07/2011) no periódico científico Science.

No trabalho, os arqueólogos Sir Paul Mellars e Jennifer French, ambos da Universidade de Cambridge, Inglaterra, analisaram a presença de neandertais e humanos em um período que vai de 55 a 35 mil anos atrás. O resultado foi que o número de humanos se multiplicou por nove ou dez neste período. Feita com base em uma análise estatística do número de ferramentas e restos de alimentos em três sítios arqueológicos na França, a pesquisa afirma que “estes dados mostram que a supremacia numérica sozinha deve ter sido um fator poderoso na competição demográfica e territorial entre os humanos modernos e os Neandertais,” escrevem Mellars e Jennifer no artigo.

Já os motivos tecnológicos, econômicos, sociais e biológicos pelos quais os humanos modernos foram capazes de sobreviver em populações muito maiores do que os Neandertais são ainda tema de debate. Cientistas acreditam que o Homo sapiens tinha vantagens claras na caça e processamento de comida, bem como no armazenamento de alimentos, com relações sociais mais complexas e capacidade de raciocínio simbólico e planejamento. “Tudo isso pode ter tido um efeito dramático na capacidade de sobrevivência e competição dos humanos modernos”, dizem também os pesquisadores no texto.
 Alguns especialistas argumentaram contra os resultados do artigo. A conclusão, segundo eles, não está necessariamente errada, dizem, embora os métodos sejam ultrapassados. O paleoantropólogo Erik Trinkaus, da Universidade de Washington em St. Louis, no Missouri, disse ter proposto a mesma hipótese há dois anos, mas afirmou que a metodologia de contagem de artefatos para calcular população é rejeitada pela comunidade arqueológica há anos. “O número de sítios tem pouco a ver com densidade demográfica. Por exemplo, um grupo de caçadores-coletores que se movimenta muito vai deixar menos sítios do um grupo sedentário, que fiquei no mesmo lugar por muito tempo e acumule mais lixo”, explicou à AP.
Christopher Ramsey, da Universidade de Oxford, disse que o estudo apenas traz mais provas quantitativas do que já se imaginava que tinha acontecido. Já João Zilhão, pesquisador da Universidade de Barcelona, ecoou Trinkaus nas críticas à metodologia, e afirmou que o que aconteceu não foi uma simples substituição. “Temos provas genéticas e paleontológicas que houve assimilação, e não pura substituição de espécies”. [Fonte: IG]

Carbono 14 permite elaborar cronologia precisa do Egito antigo

Gravações em papiros ajudaram cientistas a determinar com exatidão datas do Antigo Egito


Uma data confirmada por carbono 14 permitiu estabelecer, pela primeira vez, a cronologia precisa do Egito dos faraós e ratificou várias estimativas anteriores, gerando algumas revisões históricas, destacou estudo publicado na revista científica Science.

Embora algumas cronologias prévias fossem relativamente exatas, era difícil determinar datas precisas para certos eventos do Egito antigo.

A localização cronológica de diferentes dinastias feitas com base em estudos de documentos epigráficos, históricos e arqueológicos tornava ainda mais difícil estabelecer datas, já que em cada novo reinado se voltava a começar do zero.

O carbono 14 permitiu situar cronologicamente com exatidão o Império Antigo, que mostrou ser mais velho que as estimativas de datas realizadas até o presente.

Esta cronologia científica revela também que o reino de Dyeser começou entre 2691 e 2525 antes de Cristo, quando as datações precedentes o situavam no ano 2630 antes de Cristo.

O Império Novo começou entre 1570 e 1544 aC. Até agora se pensava que havia começado ao redor de 1500 aC.

Para fazer a datação com carbono 14, os pesquisadores recolheram em museus da Europa e da América 211 amostras de arte egípcia, sementes, cestaria, têxteis, plantas e frutas.

"Pela primeira vez o carbono 14 é suficientemente preciso para estabelecer uma cronologia absoluta", disse Bronk Ramsey, da Universidade de Oxford, Reino Unido, principal autor deste trabalho divulgado na revista Science de 18 de junho.

"Acho que os egiptólogos celebrarão ao saber que com uma pequena equipe de pesquisa independente corroboramos um século de pesquisas em apenas três anos de trabalho", destacou em um comunicado.

Participaram do estudo cientistas de França, Áustria e Israel. [Fonte: UOL]

Homem veio mesmo só da África, diz estudo

Estudo analisou mais de 4.500 crânios antigos humanos, de todas as regiões do globo. Resultado refuta idéia de que homem tenha surgido em vários lugares ao mesmo tempo.


Uma nova análise de mais de 4.500 crânios procedentes de todo o mundo, combinada com estudos sobre as variações genéticas nos humanos, comprova a teoria de que o ser humano se originou apenas na África -- e de nenhum outro lugar. Os resultados do relatório, publicado na última edição da revista científica britânica "Nature", mostram que a diversidade genética diminui à medida que a população se afasta da África. A observação coincide com a teoria de que a população mundial descende de um número reduzido de Homo sapiens surgido e emigrado da África. Além disso, ao estudar os crânios de mais de 105 populações diferentes, os cientistas descobriram que os atributos físicos não só variavam mais entre os mesmos exemplares do sudeste da África, mas as diferenças diminuíam quanto mais afastada do continente africano era a área de onde provinham. As origens e a dispersão dos primeiros humanos anatomicamente modernos geraram um debate entre os que atribuem a origem a uma região da África Subsaaariana e os que sustentam que diferentes populações evoluíram independentemente desde o Homo erectus até o Homo sapiens em diversas áreas do planeta. O primeiro dos cenários, apoiado em análises genéticas, constata uma expansão dos humanos em direção ao Oriente Médio, Europa, Ásia, Oceania e América a partir de um número reduzido de migrantes, o que teria levado a uma perda da diversidade genética à medida que aumentava a distância do continente africano. Liderados por Andrea Manica, do departamento de Zoologia da Universidade de Cambridge, os pesquisadores alegam que o estudo demonstra "definitivamente" que os atuais humanos se originaram em uma única região da África. Para assegurar a validade das conclusões, a equipe de cientistas britânicos tentou utilizar dados para encontrar origens dos primeiros humanos modernos fora da África, experimento que terminou sem resultados. [Fonte: G1]

Dinossauros morreram por causa de frio, diz estudo


Cientistas afirmam que os dinossauros podem ter sido extintos não pela ação de um cometa, mas por uma queda brusca de temperatura. Segundo pesquisadores da universidade de Plymouth, nos Estados Unidos, fósseis encontrados na Noruega indicam que a temperatura dos mares caiu de uma variação entre 9ºC e 13ºC para entre 4°C e 8°C há cerca de 137 milhões de anos. As informações são do Daily Mail.

Os pesquisadores acreditam o frio foi causado por uma mudança repentina na corrente do Golfo, no Oceano Atlântico, um fenômeno que poderia voltar a acontecer. De acordo com os cientistas, a extinção dos dinossauros foi resultado de uma série de eventos ambientais que começaram com a mudança na temperatura, ao contrário do que diz a teoria mais aceita, que a extinção foi resultado de um evento cataclísmico - como a queda de um meteoro - há 65 milhões de anos.

O estudo, coordenado pelo cientista Gregory Price, utilizou fósseis e minerais encontrados em Svalbard, na Noruega, que indicam a queda na temperatura. Os pesquisadores afirmam que o frio foi muito severo para as espécies que viviam em locais mais quentes, como áreas mais rasas de oceanos, além da terra e pântanos. Esses animais teriam morrido por não aguentar a mudança.

Os cientistas dizem ainda que o momento em que essa queda ocorreu foi em um momento de efeito estufa, similar ao que ocorre hoje com o planeta. "A queda nas temperaturas talvez tenha sido causada por uma mudança na circulação do oceano, muito parecido com o que está sendo previsto para a Corrente do Golfo", diz Price à reportagem.

"Nós acreditamos que os dinossauros eram provavelmente criaturas de sangue frio e teriam que se esquentar para viver. Se eles não foram capazes de migrar para o sul, eles podem ter acabado extintos. (...) Nos acreditamos agora que eles morreram gradualmente e é muito possível que isso tenha sido causado por uma série de mudanças climáticas", diz o pesquisador.
Ainda de acordo com a reportagem, a queda na temperatura pode ter ocorrido por causa dos altos níveis de CO2 na atmosfera, o que teria aumentado o calor no planeta e feito derreter o gelo polar - um fenômeno atualmente previsto para acontecer novamente na nossa era. [Fonte: Terra]

O Ser Humano é Mutante

Pesquisa afirma que cada ser humano carrega pelo menos 100 mutações genéticas no DNA.

Um estudo britânico e chinês sugere que cada ser humano possui pelo menos 100 mutações genéticas no DNA. Nos últimos 70 anos, vários cientistas vêm tentando chegar a uma estimativa precisa sobre a taxa de mutação nos humanos.

A pesquisa recente, publicada na edição desta semana da revista científica "Current Biology", conseguiu chegar a um número considerado confiável graças às novas tecnologias de sequenciamento genético.

Os cientistas aplicaram a tecnologia ao estudo dos cromossomas "Y" de dois homens chineses. Os pesquisadores sabiam que os dois eram parentes distantes e partilhavam de um antepassado comum que nascera em 1805.

Ao analisar as diferenças genéticas entre os dois homens e o tamanho do genoma humano, os cientistas concluíram que as novas mutações genéticas podem chegar a 100 e 200 por pessoa.

As novas mutações podem, ocasionalmente, levar ao desenvolvimento de doenças graves, como o câncer.

Os cientistas esperam que as descobertas e as novas estimativas sobre as mutações possam abrir caminho para tratamentos que auxiliem na redução do aparecimento das mutações e que possam contribuir para um melhor entendimento sobre a evolução humana.

Busca

Em 1935, um dos fundadores da genética moderna, JBS Haldane, estudou um grupo de homens que sofriam de hemofilia - um distúrbio na coagulação do sangue.

Na época, Helmand sugeriu que cada ser humano carregava cerca de 150 mutações no DNA.

Desde as pesquisas de Helmand, diversos cientistas tentaram produzir estimativas sobre o número de novas mutações ao analisar o DNA de chimpanzés.

Somente agora, com a tecnologia disponível de sequenciamento, os cientistas puderam produzir uma estimativa mais precisa e que, coincidentemente, confirma as estimativas sugeridas por Helmand em 1935.

"A quantidade de dados que geramos com a pesquisa era inimaginável há alguns anos", disse Yali Xue, do Wellcome Trust Sanger Institute, um dos autores do estudo.

"Encontrar esse pequeno número de mutações foi mais difícil do que encontrar agulha no palheiro", afirmou o cientista.

O especialista em genética Joseph Nadeau, da Case Western Reserve University, nos Estados Unidos, afirmou que as novas mutações genéticas são fonte de uma variação hereditária, algumas podem causar doenças e distúrbios, enquanto outras determinam a natureza e o ritmo das mudanças evolutivas.

Segundo ele, "as notícias são animadoras".

"Nós finalmente conseguimos obter estimativas confiáveis sobre as características genéticas que são urgentemente necessárias para entender quem somos nós geneticamente", afirmou o cientista. [Fonte: G1 notícias]

Minha Despedida:

CARTA ABERTA: Venho por meio desta externar meu profundo agradecimento pela oportunidade a mim concedida de lecionar por mais de 10 anos na FGG para o curso de Pedagogia e por um determinado período no curso de Psicologia, e por poder colaborar com a ACE em reuniões, eventos e formaturas sempre que solicitado. Nesse tempo lecionei as disciplinas de Filosofia da Educação, História da Educação, Projetos Educacionais, Políticas Públicas, Formação Continuada dos Docentes, Gestão Escolar, Educação e Novas Tecnologias, Educação de Jovens e Adultos, Antropologia, Sociologia da Educação e Empreendedorismo. Reconheço que mais aprendi que ensinei. Também estendo meus agradecimentos sinceros especialmente para algumas pessoas, dentre elas destacam-se: Professora Cheila, ex-coordenadora do curso de Pedagogia, gestora competente e ética, a qual me deu a oportunidade de compor sua equipe de trabalho; Professor Petry, ex-diretor da faculdade e excelente professor de sociologia; Professor Júlio, gestor por excelência do curso de Psicologia; Agradeço a ex-secretária Jovita e a Secretária Sandra, sempre muito prestativas e educadas. Também agradeço a professora empreendedora Marília, a qual tive o privilégio de ser aluno e mais tarde colega de trabalho; E a amiga Elisabeth, ex-professora da pedagogia, sempre muito comprometida, atualmente colega de trabalho na SDR/GERED. Meu muito obrigado ao Luciano, sempre muito prestativo e excelente funcionário. Também estendo meus agradecimentos a toda equipe administrativa e corpo docente do curso de Pedagogia da FGG. Ao corpo discente desejo muito sucesso enquanto acadêmicos e acadêmicas do curso de Pedagogia, especialmente para aqueles e aquelas que por algum período tive a honra de ter como meus alunos e alunas. A vocês desejo também sucesso profissional, sempre pautado pela ética e pelo comprometimento. Lembrem-se que: “uma visão de futuro sem ação é apenas um sonho; Uma ação sem visão de futuro é apenas um passatempo; Porém, uma visão de futuro com ação planejada pode causar uma revolução pessoal e profissional positiva”. Por isso, digo a todos e a todas, mesmo para aqueles e aquelas que por alguma razão não entenderam minha proposta pedagógica de trabalho: “acredite em você, tenha pensamentos de sucesso, palavras de sucesso, ações de sucesso, hábitos de sucesso e acima de tudo caráter, e certamente o teu destino só poderá ser o sucesso pessoal e profissional”! Mais uma vez muito obrigado por tudo e que Deus nos dê sabedoria e ilumine a todos nós. Cordialmente, Professor Jorge Schemes.