(Reuters) - Um levantamento aéreo utilizando sensoriamento remoto de uma região grande no México revelou centenas de centros cerimoniais mesoamericanos, incluindo uma grande instalação em um sítio importante para a antiga cultura olmeca, conhecida por suas colossais esculturas de cabeças de pedra.
O método de sensoriamento remoto, chamado Lidar, localizou 478 centros cerimoniais em áreas que foram habitadas pelas culturas antigas olmeca e maia, aproximadamente entre os anos 1100 e 400 antes de Cristo, anunciaram os pesquisadores na segunda-feira. O estudo foi o maior levantamento envolvendo a Mesoamérica antiga, cobrindo todo o Estado de Tabasco, o sul do Estado de Veracruz e áreas de Chiapas, Campeche e Oaxaca.
Um grande centro cerimonial foi avistado no sítio olmeca chamado anteriormente de San Lorenzo, localizado em Veracruz nas planícies próximas ao Golfo do México, e que teve seu auge entre os anos 1400 e 1000 antes de Cristo. Os olmecas representaram a mais antiga grande civilização mesoamericana e acredita-se que tenham influenciado culturas posteriores, incluindo os maias.
O arqueólogo Takeshi Inomata, da Universidade do Arizona, que liderou o estudo publicado na revista Nature Human Behaviour, disse que o Lidar detectou um espaço cerimonial grande e retangular debaixo da terra que antes era desconhecido em San Lorenzo.
O local tem cerca de mil metros de comprimento por 275 de largura, com 20 plataformas ao redor de suas bordas, levemente elevadas sobre o perímetro. Não se sabe ao certo o propósito da instalação, mas acredita-se que pode ter sido uma praça onde grandes números de pessoas se reuniam para alguns tipos de cerimônias, enquanto as plataformas ao redor da praça podem ter sido residências, disse Inomata. (Reportagem de Will Dunham em Washington) - Fonte: Reuters
Ceratosuchops inferodios à esquerda e Riparovenator milnerae à direita (Imagem: Reprodução/Anthony Hutchings)
Paleontólogos descobriram, às margens de um rio na Ilha de Wright, na Inglaterra, dois dinossauros carnívoros com uma característica bem peculiar: crânios parecidos com os de crocodilos. As criaturas são as primeiras espécies de espinossaurídeos conhecidas, sendo então parentes do Espinossauro, animal que pode ter sido um anfíbio e que era ainda maior que o Tiranossauro rex.
Ambas as espécies encontradas contavam com o crânio alongado, semelhante aos de crocodilos e ao do Espinossauro, mas sem a vela dorsal, aquele grande conjunto de espinhos nas costas. Uma das criaturas foi batizada de Ceratosuchops inferodios, que significa "garça do inferno com chifres e cara de crocodilo", e a outra de Riparovenator milnerae, "caçadora de margem do rio", nome dado em homenagem à falecida paleontóloga britânica Angela Milnes.
Antes da descoberta, somente um tipo de Espinossauro havia sido encontrado no Reino Unido: o Barionix. "Já sabemos que, há algumas décadas, dinossauros semelhantes ao Barionix aguardavam a descoberta na Ilha de Wight", conta Darren Nais, paleontólogo britânico independente e co-autor do estudo. "Mas encontrar os restos mortais de dois desses animais em sucessão foi uma grande surpresa", completou o cientista.
A descoberta foi feita somente com alguns fragmentos de ossos como os dentes e a caixa craniana, que conta com muitas pistas anatômicas para a identificação de diferentes espécies, como a posição dos nervos e os ligamentos. Chris Baker, principal autor do estudo, diz que a descoberta dos dinossauros sugere que o que hoje é o Reino Unido abrigava uma diversidade de Espinossauros ainda maior do que se pensava.
Os pesquisadores ainda têm dúvidas se o Espinossauro, no final do período Cretáceo, nadava como uma garça ou como um crocodilo. Porém, a descoberta pode mostrar que o grupo de dinossauros evoluiu na Europa, espalhando-se para a Ásia, África e América do Sul.
O estudo com a descoberta foi publicado na revista científica Nature Communications.
Funcionária da Autoridade de Antiguidades de Israel exibe fragmentos de pergaminho bíblico de 2.000 anos
Israel revelou nesta terça-feira (16/03/2021) fragmentos de um pergaminho bíblico de 2.000 anos de antiguidade, descoberto no deserto da Judeia, no sul do país, e considerou se tratar de uma descoberta "histórica" e uma das mais importantes desde os Manuscritos do Mar Morto.
"Pela primeira vez em quase 60 anos, as escavações arqueológicas revelaram fragmentos de um pergaminho bíblico", afirma a Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) em um comunicado.
Escritos em grego, os fragmentos tornaram possível, segundo pesquisadores israelenses, reconstruir passagens dos livros de Zacarias e Naum, que fazem parte do livro dos 12 profetas menores da Bíblia.
O material foi encontrado durante escavações em uma caverna em um penhasco na reserva natural Nahal Hever, no âmbito de uma campanha para combater o saque de patrimônio.
Para realizar a operação, que se estendeu pela parte do deserto da Judeia localizada na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967, a AAI forneceu aos arqueólogos drones e equipamentos de montanha, incluindo cordas para descida de rapel.
Fragmentos anteriores foram descobertos por beduínos nas décadas de 1950 e 1960 nesta "caverna dos horrores", assim chamada por causa dos muitos esqueletos encontrados lá, disse Oren Ableman, da AAI.
Nestes novos fragmentos, "encontramos uma mudança textual completamente inesperada, que ainda não explicamos totalmente", disse Ableman à AFP.
Em uma passagem "em vez da palavra 'portais' encontrada nas outras versões, o termo 'ruas' aparece".
Os arqueólogos estão tentando descobrir o significado desta variação, acrescentou.
Além dos fragmentos de pergaminho, os cientistas desenterraram objetos que remontam à revolta judaica de Bar Kokhba contra os romanos (132-136 DC), assim como um esqueleto de criança mumificado de 6.000 anos de antiguidade envolto em tecido e uma cesta de 10.500 anos, provavelmente a mais antiga do mundo, acredita a AAI.
Desde a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, há mais de 70 anos, nas cavernas de Qumran, as cavernas rochosas do Deserto da Judeia se tornaram alvo de saqueadores de antiguidades.
Esses 900 manuscritos são considerados uma das descobertas arqueológicas mais importantes de todos os tempos, porque incluem textos religiosos em hebraico, aramaico e grego, assim como a versão mais antiga conhecida do Antigo Testamento.
De acordo com Israel Hasson, diretor da AAI, que expõe as peças em seu laboratório do Museu de Israel, em Jerusalém, a iniciativa lançada em 2017 tem como objetivo "salvar estas raras e importantes peças patrimoniais das garras dos ladrões".
Os arqueólogos israelenses acreditam que as cavernas serviram como refúgio para os judeus na época da destruição do Segundo Templo em Jerusalém pelos romanos em 70 d.C e durante a revolta de Bar Kokhba cerca de 65 anos depois.
De acordo com Avi Cohen, diretor do ministério de Jerusalém e Patrimônio, que financiou a escavação, o pergaminho testemunha a história judaica da região e o "elo inseparável entre as atividades culturais judaicas e nosso lugar nesta terra".
As descobertas arqueológicas são o assunto de disputas entre palestinos e israelenses, que às vezes são acusados de querer justificar reivindicações territoriais na Cisjordânia. Fonte: Yahoo.
Uma espécie de rinoceronte gigante que pode ter sido a origem do mito
do unicórnio viveu na terra a até pelo menos 39 mil anos atrás – muito
mais tempo do que se pensava.
Conhecido como "unicórnio da
Sibéria", o animal tinha um longo chifre no nariz e vivia nas pradarias
da Eurásia, a massa de terra que engloba os continentes europeu e
asiático.
Novas evidências mostram que a espécie acabou extinta pois tinha hábitos de alimentação muito restritos.
Cientistas dizem que saber mais sobre a extinção pode ajudar a salvar os rinocerontes que ainda existem no planeta.
Rinocerontes
estão especialmente em perigo pois são muito seletivos em relação ao
seu habitat, explica Adrian Lister, professor do Museu de História
Natural de Londres e um dos autores do estudo.
"Qualquer mudança
em seu ambiente natural é um perigo para eles", diz Lister à BBC News.
"E, é claro, o que também aprendemos com esse registro fóssil é que uma
vez que a espécie vai embora, não há como recuperá-la."
Pesando
até quatro toneladas, com um enorme chife na cabeça, o "unicórnio da
Sibéria" chegou a coexistir com os seres humanos modernos até 39 mil
anos atrás.
O que sabemos sobre o rinoceronte ancestral?
Antes das novas descobertas, acreditava-se que a espécie, cujo nome oficial é Elasmotherium sibericum, tinha sido extinta há cerca de 200 mil ou 100 mil anos.
No
entanto, uma nova pesquisa com datação de carbono de 23 espécimes
fossilizados, pesquisadores descobriram que o gigante da Era do Gelo na
verdade sobreviveu no leste da Europa e na Ásia Central até mais
recentemente.
Os cientistas também isolaram o DNA do animal pela
primeira vez, mostrando que a espécie se diferenciou das que incluem os
atuais rinocerontes há cerca de 40 milhões de anos.
A extinção do bicho marca o fim de um grupo inteiro de rinocerontes.
Porque ele foi extinto?
O estudo também analisou os dentes do animal, confirmando que ele pastava em gramas duras e secas.
"Ele era como um cortador de grama pré-histórico", afirma Lister.
O
rinoceronte se especializou em um tipo de dieta que pode ter causado
sua derrocada. Conforme a Terra esquentou e começou a sair da Era do
Gelo, há cerca de 40 mil anos, os campos começaram a diminuir,
restringindo a pastagem para a espécie, provavelmente levando o animal à
extinção.
Centenas de espécies de grandes mamíferos
desapareceram depois do fim da última Era do Gelo, devido à mudanças
climáticas, perda de vegetação e caça humana.
O que ele nos diz sobre o destino dos rinocerontes modernos?
Hoje
há apenas cinco espécies de rinocerontes restantes. Poucos animais
sobrevivem fora de reservas e parques nacionais devido à caça ilegal e à
perda da habitat durante muitas décadas.
Os caçadores matam
rinocerontes ilegalmente, retiram apenas os chifres e em seguida
abandonam o corpo do animal abatido. O chifre do rinoceronte é cobiçado
por caçadores pois é utilizado em várias receitas da medicina
tradicional chinesa no tratamento de doenças reumáticas.
Ao
estudar rinocerontes fossilizados, cientistas podem aprender mais sobre o
destino de muitas espécies pré-históricas que um dia vagavam pelo
planeta – e sobre como elas se adaptaram à mudança climática e à ação
humana.
Da onde vem o mito dos unicórnios?
Lendas sobre o unicórnio, um quadrúpede com um único longo chifre na testa, fazem parte de diversas culturas há milênios.
Há
quem defenda que o chifre do unicórnio pode ser a base do mito sobre os
unicórnios, mas ele também pode ser derivado de outros animais – como o
narval, que tem um 'chifre' alongado (e na verdade é um dente canino
comprido) retorcido.[Fonte: MSN]
Dois fósseis de dinossauros descobertos por pesquisadores brasileiros indicam que eles surgiram na América do Sul, entre o Rio Grande do Sule a Argentina.
O maior deles, chamado pelos cientistas de buriolestes schultzi, media 50 centímetros de altura. Um pequeno perigoso, que tinha dentes pontudos e serrilhados como uma faca de cortar carne. Era um predador muito ágil. E os cientistas descobriram uma característica importante do comportamento dele. O nome desse dinossauro, em resumo, significa ladrão. Porque os Buriolestes roubavam a caça uns dos outros.
O segundo fóssil apresentado é de um parente dos dinossauros que tinha o tamanho de um pássaro, como o quero-quero. Ele foi batizado de ixalerpeton polesinensis, em homenagem ao local do achado: a cidade de São João do Polêsine, na região central do Rio Grande do Sul.
A descoberta da equipe que reuniu nove universidades foi publicada na revista americana “Current Biology”, uma das mais conceituadas da área. E vai ajudar na compreensão de como surgiram esses répteis que chegaram a dominar o mundo. [Fonte: G1]
MAIS:
Um grupo de cientistas brasileiros descobriu, no Rio Grande do Sul, três fósseis que poderão mudar as teorias atuais sobre a origem e evolução dos dinossauros. Os pesquisadores descobriram pela primeira vez, lado a lado, dois esqueletos de dinossauros e um esqueleto de lagerpetídeo - um animal considerado um precursor dos dinossauros.
De acordo com os autores do estudo, publicado neste sábado (12/11) na revista científica Current Biology, a descoberta de que dinossauros e lagerpetídeos chegaram a conviver indica que os grandes lagartos pré-históricos podem ter evoluído de forma mais gradual do que se imaginava.
"Nós sabemos agora, com certeza, que os dinossauros e seus precursores viveram lado a lado e que a ascensão dos dinossauros foi mais gradual do que imaginávamos - e não uma rápida substituição de outros animais que viveram na época", disse um dos autores do estudo, Max Langer, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da Universidade de São Paulo (USP).
O novo lagerpetídeo, Ixalerpeton polesinensis, e os dois dinossauros da espécie Buriolestes schultzi foram encontrados em Santa Maria, uma formação geológica localizada na região de Agudo, no centro do território gaúcho. A formação, com rochas de 230 milhões de anos, é considerada uma das mais antigas do mundo com a presença de fósseis de dinossauros.
Os pequenos dinossauros pesavam aproximadamente sete quilos, tinham cerca de 1,5 metro de comprimento, 50 centímetros de altura e um crânio de apenas 13 centímetros. De acordo com Langer, trata-se do único representante estritamente carnívoro do grupo dos sauropodomorfos, que inclui dinossauros gigantes do Jurássico, como o Diplodocus e o Apatosaurus. O lagerpetídeo, um bípede, é ainda menor, com cerca de 25 centímetros de altura.
Detalhes Segundo Langer, a descoberta mostra que o Ixalerpeton e os Buriolestes foram contemporâneos durante os primeiros estágios da evolução dos dinossauros. Segundo ele, o novo espécime de lagerpetídeo tinha preservados elementos do crânio, da escápula - um osso do quadril - e de membros anteriores, além de algumas vértebras.
"Evidências de dentes também mostram que os primeiros dinossauros provavelmente se alimentavam de todo tipo de pequenos animais, mas provavelmente não comiam plantas", disse Langer.
Segundo ele, os detalhes revelados pelo estudo dos dois novos exemplares de Buriolestes já ajudaram a preencher lacunas importantes na evolução de algumas das características anatômicas dos dinossauros. Mas Langer e seus colegas ainda continuarão as pesquisas, utilizando tomografia computadorizada para caracterizar e descrever a anatomia dos animais com ainda mais precisão.
Além de Langer, participaram do estudo os paleontólogos Sergio Furtado Cabreira, da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e Alexander Kellner, do Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os fósseis foram encontrados pelos paleontólogos da Ulbra Sergio Furtado Cabreira e Lúcio Roberto da Silva.[FONTE: em.com.br]
Pegada gigante de dinossauro foi encontrada na Mongólia (Foto: Okayama University of Science/AFP)
Uma pegada de dinossauro de mais de um metro de extensão, uma das maiores já registrada até agora, foi descoberta no deserto de Gobi por uma equipe de pesquisadores mongóis e japoneses, revelou a Universidade de Ciências de Okayama.
A pegada, deixada por um titanossauro, mede 106 cm de extensão e 77 cm de largura e foi descoberta em agosto, em uma camada geológica formada entre 70 e 90 milhões de anos.
O titanossauro é um dinossauro de pescoço longo, que pode ter medido mais de 30 metros de comprimento e 20 metros de altura, segundo os pesquisadores.
A pegada deixada pelo animal no barro foi moldada naturalmente quando de encheu de areia.
"É uma descoberta muito rara, uma pegada fossilizada e bem conservada, que mede um metro de extensão e tem as marcas das garras", assinala o comunicado da Universidade de Okayama, que trabalha em conjunto com a Academia de Ciências da Mongólia. [Fonte: G1]
Pegada foi deixada por um titanossauro (Foto: Okayama University of Science/AFP)
No passado, os europeus eram negros e tinham olhos azuis. É isso mesmo o que você leu.
Um novo estudo feito por cientistas de diversos países do velho continente chegou a esta conclusão de pois de analisar o DNA de 51 euro-asiáticos.
De acordo com a revista Galileu, a amostra é dez vezes maior que qualquer estudo já feito e combina dados genéticos de humanos modernos e dos mais antigos caçadores-coletores - que viveram há 45 mil anos, antes da mudança do Período Paleolítico para o Período Neolítico.
A pesquisa mostra que os primeiros indivíduos com genes de pele clara apareceram na Europa somente há cerca de 13 mil anos. Essa pele clara não se fixou assim que surgiu entre os europeus.
Segundo Manuel González Morales, professor da Universidade de Catábria, na Espanha, a chegada de agricultores do Oriente Médio foi fundamental para a predominância entre outras espécies.
Sendo assim, conclui-se que, até aproximadamente o ano 11 mil a.C., os europeus eram predominantemente humanos negros.
Ao estudar as raças que habitaram a Europa no decorrer dos milênios, os cientistas descobriram que houve uma grande rotação entre elas.
O pesquisador e geneticista da Universidade de Harvard, David Reich, explica que, no mínimo, oito espécies humanas diferentes habitaram o continente europeu nos últimos 43 mil anos:
“É uma história muito complexa, com muitos momentos em que a populações substituem outras, imigração em uma escala dramática e em um momento no qual o clima estava mudando de maneira radical.”
Uma nova descoberta feita a partir da análise das entranhas de uma múmia de 5,3 mil anos pode ajudar a detalhar a história da migração humana.
Segundo cientistas, Ötzi o Homem de Gelo sofria de infecção bacteriana ainda presentes nos dias de hoje (Foto: South Tyrol Museum of Archaeology)
Cientistas afirmaram que Ötzi, o Homem do Gelo, nome dado a um corpo congelado descoberto nos Alpes em 1991, contraiu uma infecção bacteriana que ainda existe nos dias de hoje.
O homem morreu há 5,3 mil anos depois de levar uma flechada.
O estudo foi publicado na revista científica Science.
A nova pesquisa sugere que, pouco antes de morrer, o homem sofria de uma infecção que pode causar úlceras estomacais e gastrite.
Cientistas realizaram uma análise genética da bactéria, o que ajudaria a traçar a história do microorganismo e dar indicações sobre a migração humana na Antiguidade.
O cadáver congelado de Ötzi permitiu aos cientistas voltar no tempo em um nível de detalhadamento inédito.
Um dos primeiros desafios foi obter amostras do estômago sem causar nenhum dano à múmia.
Cadáver congelado de Ötzi permitiu aos cientistas voltar no tempo em um nível de detalhadamento inédito (Foto: EURACMarion Lafogler)
Pesquisas anteriores constataram que o homem tinha entre 40 e 50 anos, olhos castanhos, era coberto de tatuagens e havia comido íbex (um tipo de cabra que vive nos Alpes) pouco antes de morrer.
Cadáver congelado de Ötzi permitiu aos cientistas voltar no tempo em um nível de detalhadamento inédito
Ele foi encontrado com uma flecha presa a seu ombro esquerdo, e provavelmente teria morrido de hemorragia. No entanto, também sofreu outros problemas de saúde, incluindo fraturas no calcanhar, artrite e uma eventual doença de Lyme (doença transmitida através da picada de um carrapato que pode causar danos neurológicos se não for tratada adequadamente).
A nova descoberta, no entanto, revela que o homem também sofria de uma infecção causada pela bactéria Helicobacter pylori.
Segundo Albert Zink, diretor do Instituto de Múmias e do Homem de Gelo, ligado ao Museu Arqueológico de Bolzano (EURAC, na sigla em inglês) em Milão, na Itália, um dos primeiros desafios foi "obter amostras do estômago sem causar danos à múmia".
"Em seguida, tivemos de descongelar completamente a múmia, e finalmente ganhamos acesso às suas entranhas a partir de uma abertura que já havia sido feita para a realização de outro estudo".
"Conseguimos obter amostras do conteúdo do estômago, de parte do conteúdo do intestino, e também de partes da parede estomacal".
A bactéria encontrada no corpo da múmia está presente em metade da população atualmente, e, em cerca de 10% dos casos, pode levar à inflamação do revestimento da parede do estômago e ao desenvolvimento de úlceras.
Os pesquisadores não sabem quais eram os sintomas clínicos de Ötzi, mas dizem ter provas de que o sistema imunológico da múmia reagiu à infecção bacteriana.
Migração humana
Bactérias foram extraídas da parede estomacal e dos intestinos de Ötzi
O sequenciamento do genoma do micro-organismo também forneceu novas pistas sobre a migração humana na Antiguidade.
Acredita-se que a cepa que atinge os europeus atualmente seja o resultado da combinação de duas cepas mais antigas ─ uma africana e outra asiática.
Segundo cientistas, isso significa que as pessoas infectadas dessas duas áreas teriam se reunido e se misturado.
No entanto, a bactéria descoberta em Ötzi era diferente.
"Acreditávamos que descobriríamos a mesma cepa de Helicobacter em Ötzi do que nos europeus", afirmou Thomas Rattei, da Universidade de Viena, na Áustria, que participou da pesquisa.
"Esta parece ser uma cepa que é predominantemente observada na Ásia Central e no Sudeste da Ásia hoje em dia".
A descoberta sugere que possa ter havido uma onda de migração de pessoas da África, portadoras da bactéria, ao continente europeu em algum período depois da morte da Ötzi.
"A combinação dessas duas cepas de Helicobacter pylori talvez tenha ocorrido em algum período depois da era Ötzi e isso revela que a história dos assentamentos na Europa é muito mais complexa do que acreditávamos anteriormente", diz Frank Maixner, da Eurac.
A descoberta reforça ainda a crescente evidência de que não houve uma única onda migratória da África em direção à Europa, mas sim, várias. [Fonte; G1]
Modelo recria cena da vida de Oxana Malaya, que passou seis anos vivendo no canil de sua casa
Belas e, ao mesmo tempo, perturbadoras, as imagens do mais recente projeto da fotógrafa alemã Julia Fullerton-Batten parecem cenas saídas de contos de fadas.
Mas as vidas que elas retrata são reais, contando - com modelos e produção fotográfica - as histórias de crianças que cresceram isoladas, tendo apenas animais como companhia.
"Há dois tipos de histórias: aquela em que a criança acabou se perdendo na selva e aquela em que o menor cresceu em sua própria casa, mas era tão negligenciado ou abusado que encontrou mais conforto com os animais do que com outros humanos", conta a fotógrafa, em entrevista à BBC.
Conheça algumas dessas dramáticas trajetórias. (Todas as fotos foram cedidas à BBC por Julia Fullerton-Batten.)
Oxana Malaya, Ucrânia, 1991
A imagem acima recria o caso da garota ucraniana Oxana Malaya, encontrada vivendo com cachorros em um canil, em 1991.
"Ela tinha 8 anos e já vinha vivendo naquela situação há seis anos. Seus pais eram alcoólatras e, uma noite, a deixaram para fora de casa. Em busca de calor e aconchego, a pequena Oxana foi para o canil e se aninhou junto aos vira-latas", conta Fullerton-Batten. "Foi provavelmente o que salvou sua vida."
Oxana caminhava de quatro, arfava com a língua de fora, cerrava os dentes para estranhos e latia. Por causa da falta de interação humana, ela só conhecia as palavras "sim" e "não".
Hoje, Oxana vive em uma clínica em Odessa e trabalha com os animais do lugar.
Shamdeo, Índia, 1972
"Estas histórias estão longe de ser comparáveis com uma aventura de Tarzã", explica a fotógrafa. "Trata-se de crianças que tiveram que disputar comida com os animais, tiveram que aprender a sobreviver. Quando eu soube de suas vidas, fiquei em choque."
O projeto Feral Children ("Crianças Selvagens", em tradução literal) conta os casos de 15 crianças. As fotos são encenações produzidas com modelos.
A imagem acima mostra Shamdeo, um garoto encontrado em uma selva da Índia em 1972, quando provavelmente tinha 4 anos de idade.
"Ele brincava com os filhotes de lobos, tinha a pele bem escura, dentes afiados, unhas longas e em forma de garras, cabelos emaranhados e calos nas palmas das mãos, cotovelos e joelhos", conta Fullerton-Batten.
Shamdeo gostava de caçar galinhas, comia terra e tinha desejos de comer carne crua. Ele nunca falou, mas aprendeu a se comunicar com sinais. Morreu em 1985.
Marina Chapman, Colômbia, 1959
A fotógrafa teve a ideia do projeto depois de ler A Garota Sem Nome, autobiografia da colombiana Marina Chapman.
"Em 1954, quando tinha 5 anos, Marina foi sequestrada de um vilarejo remoto e abandonada na floresta", conta Fullerton-Batten. "Ela viveu com uma família de macacos-pregos por cinco anos até ser descoberta por caçadores."
A menina se alimentava de frutas silvestres, raízes e bananas que os macacos deixavam cair. Dormia em buracos nas árvores e caminhava de quatro, como seus companheiros de selva.
"Os macacos não lhe davam comida. Ela é quem teve que aprender a sobreviver, copiando o comportamento deles. No fim, eles se acostumaram com ela e a tratavam como igual, inclusive catando seus piolhos", relata a fotógrafa.
No início, as autoridades duvidaram da história de Chapman e a submeteram a uma série de exames médicos, concluindo que ela realmente estava subnutrida.
Chapman hoje vive na Grã-Bretanha com o marido e duas filhas. Segundo Fullerton-Batten, ela gostou da ideia de ter seu caso retratado no projeto.
John Ssebunya, Uganda, 1991
A fotógrafa contou com a consultoria da antropóloga britânica Mary-Ann Ochota, apresentadora da série de TV Feral Children, produzida pelo National Geographic Channel. "Ela conheceu pessoalmente três das crianças que ainda estão vivas hoje", conta Fullerton-Batten.
"Sua contribuição foi importante para me mostrar como posicionar as mãos (dos modelos), como eles deveriam andar, como sobreviviam – eu queria que o trabalho parecesse o mais autêntico e fiel possível", afirma.
A imagem cima ilustra o caso de John Ssbunya, que fugiu de casa aos 3 anos depois de ver o pai matar a mãe. "Ele se escondeu em uma floresta e passou a viver com macacos. Foi capturado em 1991, quando tinha 6 anos, e levado para um orfanato", conta a fotógrafa.
John aprendeu a falar e fez parte do coro infantil da ONG Pearl of Africa. Em 2012, a antropóloga defendeu a veracidade da história do garoto no jornal britânico The Independent. "Não se trata de mais uma lenda, mas sim de um caso real que estamos investigando", escreveu.
Madina, Rússia, 2013
Segundo Mary-Ann Ochota, as crianças selvagens normalmente geram vergonha e sigilo em uma família ou comunidade. "Não são histórias felizes como Mogli – O Menino Lobo. São casos pungentes de negligência e abuso", explica a antropóloga.
"Esses casos se tornam possíveis quando há a trágica combinação de vício, violência doméstica e pobreza. São crianças que foram esquecidas, ignoradas ou escondidas", define.
Segundo Fullerton-Batten, a menina Madina viveu entre cachorros do nascimento até completar 3 anos, compartilhando sua comida, brincando e dormindo com eles no inverno. Quando assistentes sociais a encontraram, em 2013, ela vivia nua, andava de quatro e rosnava.
O pai de Madina saiu de casa assim que ela nasceu e sua mãe, de apenas 23 anos, passou a beber. "Ela estava o tempo todo bêbada e se sentava para comer à mesa enquanto a própria filha roía ossos com os cães no chão", conta a fotógrafa.
Apesar do trauma, médicos e psicólogos julgaram que Madina estava saudável física e mentalmente. A menina foi colocada para adoção.
Sujit Kumar, Fiji, 1978
"Sujit tinha 8 anos quando foi encontrado no meio de uma estrada cacarejando, batendo os braços e se comportando como uma galinha", diz Fullerton-Batten. "Ele dava 'bicadas' em sua comida, empoleirava-se em uma cadeira e fazia um barulho estalando a língua".
Seus pais o trancaram em um galinheiro. Depois a mãe se matou e o pai foi assassinado. O avô o manteve junto com as galinhas.
Para as crianças, a transição depois de serem encontradas pode ser tão difícil quanto o período em que passaram isoladas.
Kumar acabou sendo criado por Elizabeth Clayton, que o encontrou vivendo em um asilo de idosos. Ela fundou uma ONG para ajudar crianças carentes.
Ivan Mishukov, Rússia, 1998
Apesar dos relatos pungentes, as imagens de Fullerton-Batten contam uma história de sobrevivência.
"Todos os seres humanos precisam do contato com outros seres humanos, mas para essas crianças, a vida passou a ser regida pelo instinto de sobrevivência", diz. "Me pergunto se aqueles que contam com a companhia de animais selvagens não estão melhor do que as pessoas cuja infância foi passada sem nenhuma companhia."
Ivan fugiu da família aos 4 anos, dando restos de comida a uma matilha de cães selvagens até se tornar uma espécie de líder do grupo. Ele viveu nas ruas por dois anos, antes de ser levado a um orfanato.
Sua história é contada no livro Savage Girls and Wild Boys, de Michael Newton. "Foi um relacionamento que funcionou perfeitamente, muito melhor do que qualquer coisa que Ivan tenha vivido com outros humanos. Ele mendigava por comida e dividia tudo com a matilha. Em troca, dormia com eles nas longas e escuras noites de inverno, quando a temperatura despencava", escreveu o autor.
Fullerton-Batten espera que seu projeto ajude a conscientizar as pessoas sobre a situação dessas crianças.
CARTA ABERTA:
Venho por meio desta externar meu profundo agradecimento pela oportunidade a mim concedida de lecionar por mais de 10 anos na FGG para o curso de Pedagogia e por um determinado período no curso de Psicologia, e por poder colaborar com a ACE em reuniões, eventos e formaturas sempre que solicitado.
Nesse tempo lecionei as disciplinas de Filosofia da Educação, História da Educação, Projetos Educacionais, Políticas Públicas, Formação Continuada dos Docentes, Gestão Escolar, Educação e Novas Tecnologias, Educação de Jovens e Adultos, Antropologia, Sociologia da Educação e Empreendedorismo. Reconheço que mais aprendi que ensinei.
Também estendo meus agradecimentos sinceros especialmente para algumas pessoas, dentre elas destacam-se: Professora Cheila, ex-coordenadora do curso de Pedagogia, gestora competente e ética, a qual me deu a oportunidade de compor sua equipe de trabalho; Professor Petry, ex-diretor da faculdade e excelente professor de sociologia; Professor Júlio, gestor por excelência do curso de Psicologia; Agradeço a ex-secretária Jovita e a Secretária Sandra, sempre muito prestativas e educadas. Também agradeço a professora empreendedora Marília, a qual tive o privilégio de ser aluno e mais tarde colega de trabalho; E a amiga Elisabeth, ex-professora da pedagogia, sempre muito comprometida, atualmente colega de trabalho na SDR/GERED. Meu muito obrigado ao Luciano, sempre muito prestativo e excelente funcionário. Também estendo meus agradecimentos a toda equipe administrativa e corpo docente do curso de Pedagogia da FGG.
Ao corpo discente desejo muito sucesso enquanto acadêmicos e acadêmicas do curso de Pedagogia, especialmente para aqueles e aquelas que por algum período tive a honra de ter como meus alunos e alunas. A vocês desejo também sucesso profissional, sempre pautado pela ética e pelo comprometimento.
Lembrem-se que: “uma visão de futuro sem ação é apenas um sonho; Uma ação sem visão de futuro é apenas um passatempo; Porém, uma visão de futuro com ação planejada pode causar uma revolução pessoal e profissional positiva”. Por isso, digo a todos e a todas, mesmo para aqueles e aquelas que por alguma razão não entenderam minha proposta pedagógica de trabalho: “acredite em você, tenha pensamentos de sucesso, palavras de sucesso, ações de sucesso, hábitos de sucesso e acima de tudo caráter, e certamente o teu destino só poderá ser o sucesso pessoal e profissional”!
Mais uma vez muito obrigado por tudo e que Deus nos dê sabedoria e ilumine a todos nós.
Cordialmente,
Professor Jorge Schemes.
Formação: Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico (SALT/IAE - UNASP). Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar (ACE/FGG). Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso (FURB). Licenciado em Filosofia (UNIASSELVI). Pós-Graduado em Interdisciplinaridade na Educação e Metodologia do Ensino Superior (IBPEX/UNIVILLE). Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional (FACINTER/UNIVILLE). Pós-Graduado em Coordenação Pedagógica (UFSC). Pós-Graduado em Mídias na Educação (FURG). Pós-Graduado em Gestão Pública (IFSC). Mestre em Educação (UNIATLANTICO – Universidad Europea Del Atlántico – Santander/Cantabria – Espanha). Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na CRE - Coordenadoria Regional de Educação - Joinville, SC. Articulador Pedagógico na Rede Municipal de Educação em Joinville, SC. Teólogo, Cientista Religioso, Filósofo, Educador, Escritor e Palestrante. Mas acima de tudo um servo do Senhor Jesus!
E-Books de Jorge Schemes
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Sobre o autor
Jorge Schemes é Brasileiro e tem a seguinte formação: Bacharel em Teologia
com Ênfase em Grego e Hebraico (SALT/IAE - UNASP). Licenciado e...
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