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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Jornal de Joinville revela resultados de pesquisa sobre vida dos homens sambaquianos

A pesquisadora da ENSP Sheilla Mendonça de Souza, do Departamento de Endemias Samuel Pessoa (Densp), revela, na matéria Ossos de quase três mil anos podem ajudar pesquisadores a desvendarem a vida dos homens sambaquianos, publicada nesta segunda-feira (03/11), no jornal A Notícia, de Joinville/SC, algumas das descobertas feitas no estudo sobre a vida nos sambaquis da região há 3 mil anos. Os sambaquis são montes cônicos de conchas, resultantes da ocupação humana pré-históricas, ou seja, elevações na costa brasileira, formadas por restos de alimentos de origem animal, esqueletos humanos e artefatos de pedra, concha e cerâmica deixados por povos pré-históricos que habitavam o local. Sheilla integra a equipe que está trabalhando nas escavações no sítio arqueológico Sambaqui Cubatão 1, perto do aeroporto de Joinville. FOTO: Revista Ciência Hoje Ossos de quase três mil anos podem ajudar pesquisadores a desvendarem a vida dos homens sambaquianos A Notícia, 03/11/2008 - 'Vizinhos pré-históricos' Ossos de quase três mil anos, desenterrados do solo de Joinville, formam um quebra-cabeça que pode desvendar como viviam os habitantes antigos da região. Desde o ano passado, pesquisadores fazem escavações no sítio arqueológico Sambaqui Cubatão 1, perto do aeroporto de Joinville. O grupo, que trabalha em conjunto com o Museu Arqueológico de Sambaqui, é formado por cientistas da Universidade de São Paulo (USP), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), da França. Há muito ainda a ser pesquisado, mas o projeto já resultou em descobertas importantes. Sheilla Mendonça de Souza, da Fiocruz, revela que os 'habitantes dos sambaquis' tinham uma expectativa de vida maior que a imaginada. "Antes, pensávamos que eles viviam em média até os 40 anos. Agora, com a análise das arcadas dentárias, encontramos indivíduos que chegaram até os 70", explica. O novo método foi trazido pelos franceses do CNRS. O projeto tem verbas para mais um ano de pesquisas. Até agora, foram encontrados ossadas de 17 indígenas, incluindo adultos, crianças e bebês. O coordenador da equipe, Levy Figuti, da USP, informa que é preciso uma amostra de pelo menos cem indígenas, que viveram na mesma época, para que o trabalho tenha relevância. Conforme o pesquisador, a base da alimentação dos habitantes dos sambaquis não era de moluscos, como muita gente acredita. "As conchas de mariscos e ostras eram usadas mais em rituais funerários do que como alimentação. O que eles comiam mesmo era bastante peixe", conta. A civilização dos sambaquianos durou cerca de oito mil anos e espalhou-se pelo litoral brasileiro, da Bahia ao Rio Grande do Sul. A teoria mais aceita para o desaparecimento dos sambaquianos foi o encontro com a cultura dos índios tupi-guaranis. "Há mil anos, esses índios começaram sua movimentação pelo Brasil. Os habitantes dos sambaquis devem ter sido absorvidos por essa cultura. Tudo indica que foi um encontro pacífico, já que os ossos encontrados não demonstram sinais de uma guerra", ensina Levy.Fonte: A Notícia

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