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ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA

O principal objetivo deste blog é oferecer informações e notícias relacionadas com a Antropologia Biológica e Cultural, bem como com a Arqueologia.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Cientistas desvendam como egípcios transportavam pedras gigantes

Imagem mostra estátua sendo regada: o segredo era só molhar areia (Reprodução)

O modo como os egípcios carregavam pedras gigantescas pelo deserto para construir pirâmides sempre foi um mistério para cientistas. Não é mais. E a técnica usada por eles, apontam especialistas, era a mais simples possível: eles jogavam água na areia.

Pesquisa liderada pela Universidade de Amsterdã, na Holanda, mostra que umedecer a areia diminui a tração pela metade. Assim sendo, os egípcios podiam usar metade do contingente de homens necessários para mover os blocos apenas com essa técnica.

“A saturação de água é acompanhada por uma diminuição da rigidez. Com muita água, o atrito de deslizamento aumenta novamente, o que nos faz detectar que se trata de um equilíbrio delicado. Há uma rigidez ideal da areia que os egípcios souberam calcular em sua época”, explica Daniel Bonn, cientista que conduziu o estudo.

O que mais impressionou Bonn, no entanto, foi o tempo que cientistas atuais demoraram para descobrir isso. Afinal, segundo ele, a resposta estava “na cara de todos”. Isso porque ilustrações encontradas, por exemplo, na tumba de Djehutihotep mostram homens jogando líquidos em frente a estátuas. Esse sinal, por exemplo, sempre foi encarado como “ritual de purificação”, nunca como forma de locomoção.[Fonte: Yahoo]

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Dinossauro gigantesco descoberto na Argentina surpreende cientistas

A palavra grande não faz justiça ao dinossauro robusto e de pescoço longo que sacudiu a terra na Argentina cerca de 77 milhões de anos atrás. Colossal, enorme e estupendo podem chegar perto de uma descrição apropriada deste portento, conhecido entre os cientistas como Dreadnoughtus schrani.

Os pesquisadores anunciaram nesta quinta-feira a descoberta do fóssil incrivelmente completo e bem preservado do dinossauro, que pesava 59.300 quilos e media 26 metros, com um pescoço de 11,3 metros e uma cauda de 8,7 metros, no sul da Patagônia.

O paleontólogo Kenneth Lacovara, da Universidade Drexel, no Estado norte-americano de Filadélfia, que localizou o dinossauro e liderou sua escavação e análise, afirmou que os cientistas calcularam seu peso com base nos ossos da parte superior de seu braço e sua coxa.

O dino argentino pesava mais que uma baleia cachalote adulta ou uma manada de elefantes africanos, e era sete vezes mais pesado que o Tiranossauro Rex, fazendo o assustador parente norte-americano, que também viveu no Período Cretáceo, parecer um nanico O Dreadnoughtus tinha “o peso calculável mais confiável” de qualquer animal terrestre conhecido, afirmou Lacovara. [Fonte: Yahoo - Foto: AP]

 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Pesquisadores descobrem que neandertais eram criativos


Os neandertais, que deixaram de povoar a terra há 30 mil anos, tinham capacidade de abstração e representação, e eram criativos, como evidencia uma gravura em rocha que foi achada na caverna de Gortham's, em Gibraltar (sul da península ibérica).
Em entrevista coletiva, o pesquisador responsável pelo projeto, o professor da Universidade de Huelva (sul), Joaquín Rodríguez Vidal, afirmou que este descobrimento  "mudou a percepção que tínhamos dos neandertais".
As conclusões deste estudo foram reveladas em nível internacional nesta mesma semana através da revista científica "PNAS" ("Proceedings" of de National American Society of EUA).
O início da história da descoberta remonta a 2005: nessa data, na parte mais interna e elevada da caverna, foram escavados os níveis da indústria Musteriense mais recente do planeta. Os resultados foram publicados em 2006, na revista "Nature". As escavações arqueológicas durante 2010 e 2011 conseguiram alcançar o leito rochoso e foi aí onde foram achadas "linhas entrecruzadas, gravadas na rocha, de aspecto pouco natural", de acordo com Vidal. "Uma gravura muito simples; não são as pinturas de Altamira, que tivemos a sorte da natureza conservar, e posteriormente foram ocultas por sedimentos".
Tudo isso, disse, em uma caverna na qual "o registro é exclusivamente de neandertais. Com isso certificamos, pela primeira vez, que, por eles serem os únicos que habitaram nela, se a gravura for original, foi feita por eles".
Se com este descobrimento fica evidenciada a capacidade de abstração e representação da espécie, e, portanto, de pensar. "Quer dizer que são iguais a nós, mas são outra espécie, não abaixo de nós, mas com capacidade de pensar, abstrair e representar esse pensamento e isso é algo essencial sobretudo para nos colocar em nosso lugar".
Além disso, o professor consifera que a descoberta "abre uma espécie de caixa de pandora" que vai servir para que todos os arqueólogos e especialistas que trabalham em cavernas europeias busquem coisas como esta, abrindo um mundo novo de descobertas que permitirá avançar no conhecimento da espécie neandertal". [Fonte: Revista Galileu]

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Nova espécie de pterossauro é descoberta no Brasil - Os fósseis foram localizados no Paraná, em sítio com o maior número de pterossauros já encontrados juntos


Uma equipe de pesquisadores brasileiros descobriu uma nova espécie de pterossauro que viveu apenas no Brasil. Os fósseis do animal foram descobertos em Cruzeiro do Oeste, no Paraná, em um local considerado a maior aglomeração de pterossauros já encontrada no mundo.
CONHEÇA A PESQUISA


Onde foi divulgada: periódico Plos One

Quem fez: Paulo C. Manzig, Alexander W. A. Kellner, Luiz C. Weinschütz, Carlos E. Fragoso, Cristina S. Vega, Gilson B. Guimarães, Luiz C. Godoy, Antonio Liccardo, João H. Z. Ricetti e Camila C. de Moura

Instituição: Universidade do Contestado, em Santa Catarina, Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro e outras

Resultado: Os pesquisadores descobriram uma nova espécie de pterossauro, que existiu apenas no Brasil
No primeiro estudo feito com o material, publicado nesta quarta-feira no periódicoPlos One, foram utilizados 47 crânios encontrados no local. Em dois anos e meio de exploração no sítio arqueológico, os cientistas retiraram cerca de 5 toneladas de blocos com fósseis. De acordo com os pesquisadores, ainda há uma grande área a ser explorada, e as expectativas são altas em relação ao que pode ser encontrado por lá, incluindo outros tipos de animais.
Anatomia — Os pterossauros descobertos fazem parte de uma nova espécie, encontrada apenas no Brasil, que recebeu o nome de Caiuajara dobruskii. Entre as principais características anatômicas que fizeram com que eles merecessem uma nova classificação, diferenciando-os das espécies conhecidas de pterossauros, está o fato de eles terem o "bico", ou seja, a parte final da mandíbula, mais inclinada para baixo do que os outros.
Além disso, os animais apresentam concavidades no céu da boca e na arcada inferior, sendo esta última mais pronunciada, e cuja utilidade os pesquisadores ainda não desvendaram. "Este é o primeiro pterossauro descoberto na região Sul do Brasil", afirma Alexander Kellner, paleontólogo e pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os pesquisadores estimam que o animal tenha vivido no período Cretáceo Superior, há cerca de 80 milhões de anos.
"Mongólia brasileira" — "Além de ser uma espécie nova, a importância desta descoberta está no acúmulo de fósseis no local, que é surpreendente", afirma Kellner. "Esta é a primeira acumulação de pterossauros encontrada no país, e a terceira em todo o mundo", explica. A primeira ocorreu na Argentina, na década de 1990, e a segunda na China, em junho deste ano. Entre as três, a acumulação do Paraná é a com maior número de indivíduos identificados até agora. Essas características fizeram os pesquisadores apelidarem a região de "Mongólia brasileira", em referência ao país asiático que é considerado o mais rico do mundo em descobertas fósseis.
Uma possível explicação para uma concentração tão grande de indivíduos consiste no fato de que a região de Cruzeiro do Oeste era um deserto na época em que estes animais habitavam o local. Por isso, os pterossauros provavelmente se concentravam em torno de algum tipo de oásis, o que explicaria as condições em que os ossos foram encontrados. "Os esqueletos estão todos desmontados, misturados, o que sugere que eles foram carregados por enxurradas eventuais para o fundo de uma lagoa”, explica Luiz Carlos Weinschütz, coordenador do Centro Paleontológico (Cenpáleo) da Universidade do Contestado, em Santa Catarina.
Sem descendentes — Ao contrário do que aparentam, os pterossauros não são dinossauros. Considerados répteis voadores, eles se diferem dos dinossauros em um conjunto de características anatômicas identificado pelos cientistas ao longo dos anos, como o fato de os pterossauros terem desenvolvido o quarto dedo, enquanto os dinossauros tinham três. Esse fator dá ainda mais importância para a descoberta, uma vez que os pterossauros são animais únicos, que não deixaram descendentes, enquanto os dinossauros são os ancestrais das aves. "Os pterossauros se extinguiram por completo, não há nenhum animal similar a eles na face da Terra atualmente", afirma Paulo César Manzig, geólogo do Cenpáleo.

O nome escolhido para a nova espécie diz respeito ao local e à maneira da descoberta. Caiuajara significa "antigo morador do deserto caiuá", local onde os pterossauros viviam, e Dobruski é o sobrenome da família que encontrou os fósseis pela primeira vez.
Descoberta — Em 2011, enquanto fazia uma pesquisa para um livro, o geólogo Paulo Manzig encontrou um fóssil de pterossauro em um museu no Sul no Brasil. Sabendo que não havia registros na literatura desses animais naquela região, resolveu procurar o local de onde tinha vindo a rocha em que estava o fóssil, e organizou, em outubro daquele ano, uma expedição a Cruzeiro do Oeste. Lá conheceu João Gustavo Dobruski, trabalhador da região que havia mandado as rochas para o museu. "O sítio havia sido descoberto por ele e seu pai, Alexandre Gustavo Dobruski, em 1971, quando eles estavam escavando valetas para escoamento de água em uma estrada rural”, conta Manzig. "Alexandre percebeu a importância do material já naquela época. Eles chegaram a mandar amostras para uma Universidade, mas ainda se sabia pouco sobre pterossauros no Brasil e eles não tiveram resultados conclusivos", afirma.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

"Futuro da humanidade é cada vez mais africano"


Duas em cada cinco crianças viverão na África nos próximos 35 anos, estima relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que, por isso, apela por investimentos na geração mais nova do continente.
 “As elevadas taxas de fecundidade e o número crescente de mulheres em idade reprodutiva significam que, ao longo dos próximos 35 anos, perto de 2 milhões de bebês vão nascer na África”, destaca o documento Geração 2030/Relatório sobre África, apresentado nesta terça-feira, 12, em Joanesburgo, na África do Sul.
 As projeções do Unicef mostram que, em 2050, cerca de 40% de todos os nascimentos devem ocorrer na África, onde o número de crianças chegará perto de 1 bilhão.
 “O futuro da humanidade é cada vez mais africano”, destaca o Unicef, classificando o previsível aumento sem precedentes da população infantil como oportunidade única para os responsáveis políticos definirem "uma estratégia de investimento centrada na criança”, que se traduza em benefícios para África e o mundo.
 Em 2015, mais de metade da população de 15 países africanos terão menos de 18 anos, incluindo Angola (54%) e Moçambique (52%).
 O relatório chama a atenção para a Nigéria, onde já se verifica o maior número de nascimentos do continente e que, segundo as estimativas, em 2050 “contabilizará quase 10% cento dos nascimentos em nível mundial”. A população nigeriana será 2,5 vezes maior, devendo atingir 440 milhões de habitantes em 2050, e os menores de 18 anos aumentarão de 93 para 181 milhões.
 Dos 54 países africanos, a Nigéria é o exemplo mais relevante, porque representa 16% da população regional, mas todo o continente está em transição demográfica.
 Moçambique está também entre os países que, até 2050, mais contribuirão para o aumento populacional na África, devendo crescer em 33 milhões de habitantes. Os atuais 14 milhões de crianças do país lusófono aumentarão em 11 milhões.
 A urbanização crescente do continente fará com que a maioria dos africanos viva em cidades, antecipa o documento. Se dentro de um ano, 40% da população africana habitarão em contextos urbanos, esse índice deverá aumentar para 60% até 2050.
 Em 2015, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe estarão em 6º e 8º lugares, respectivamente, entre os países africanos com maior percentual de população urbana. Cabo Verde será também um dos mais densamente povoados.
 Em comunicado, Leila Gharagozloo-Pakkala, diretora regional do Unicef para a África Oriental e Austral, espera que as projeções sirvam de “catalisador para um debate internacional, regional e nacional sobre as crianças africanas”. Isso porque, segundo ela, o investimento nas crianças de hoje – na sua saúde, educação e proteção - traria vantagens econômicas a um continente onde, apesar da melhoria, ocorre metade de todas as mortes infantis do mundo.
 Na África, uma em cada 11 crianças morre antes dos cinco anos, taxa 14 vezes superior à média dos países de rendimento elevado, lembra o Unicef, estimando que, a manter-se esse panorama, a mortalidade infantil “pode subir para próximo dos 70% em 2050.
 “As alterações demográficas profundas pelas quais a população de crianças africanas vai passar estão entre os problemas mais importantes que o continente enfrenta”, conclui o relatório. “Se o investimento nas crianças africanas não for considerado prioritário, o continente não conseguirá aproveitar plenamente essa transição demográfica”, alerta Manuel Fontaine, diretor regional do Unicef para a África Ocidental e Central.[Fonte: O Povo online]

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Retração de geleira expõe grandes fósseis marinhos


Os esqueletos quase completos dos animais pré-históricos [sic] foram descobertos no sul do Chile, perto de um glaciar que está derretendo. Cientistas encontraram os restos de 46 exemplares de quatro espécies diferentes dos extintos ictiossauros. Essas criaturas, cujo nome em grego significa “peixes-lagartos”, eram exímios e velozes nadadores que viveram durante a Era Mesozoica, há cerca de 245 milhões a 90 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. Os esqueletos recém-descobertos incluem embriões e animais adultos. As criaturas, provavelmente mortas durante uma série de catastróficos deslizamentos de terra, foram preservadas em sedimentos marinhos profundos que mais tarde foram expostos pela retração da geleira, sugeriram os pesquisadores no estudo divulgado em 22 de maio na publicação científica Geological Society of America Bulletin. [Aprecie mais fotos do cemitério de ictiossauros encontrado no Chile].

Os ictiossauros tinham corpo em forma de torpedo com barbatanas verticais e longos focinhos cheios de dentes. “Eles se parecem muito com os atuais golfinhos”, observou Wolfgang Stinnesbeck, um paleontólogo da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, e líder do estudo.

Stinnesbeck e sua equipe descobriram os espécimes do Cretáceo Inferior (de 150 milhões a 100 milhões de anos [idem]) perto do Glaciar Tyndall, no Parque Nacional Torres del Paine, no Chile. À medida que a geleira derreteu, as rochas contendo os fósseis foram expostas, Stinnesbeck declarou no site da Live Science. Pouquíssimos desses répteis pré-históricos haviam sido encontrados até agora na América do Sul; somente alguns restos de caixas torácicas e vértebras.

O maior ictiossauro desenterrado no Chile mede mais de 5 metros de comprimento. Os esqueletos estavam extremamente bem preservados e alguns deles até ainda tinham tecidos moles. Os pesquisadores também encontraram embriões fossilizados dentro de uma fêmea. Eles atribuíram os espécimes à família dos Ophthalmosauridae.

De acordo com os pesquisadores, esses “peixes-lagartos” provavelmente caçavam em um desfiladeiro submarino perto da linha costeira, alimentando-se de uma dieta de peixes e criaturas parecidas com lulas. É possível que ocasionalmente ocorressem deslizamentos de terra e lama que se precipitavam na água em cascata, como uma avalanche. Os pesquisadores acreditam que os ictiossauros foram mortos por um deslizamento desses. Os animais provavelmente ficaram desorientados e se afogaram, sendo sugados para o mar profundo, onde seus corpos foram enterrados nos sedimentos, comentaram os pesquisadores.

Os ictiossauros nadavam pelos mares na mesma época em que dinossauros perambulavam na Terra e pterossauros reinavam nos céus, mas eles podem ter sido extintos antes de seus irmãos terrestres e aéreos, sugeriu Stinnesbeck. Uma depauperação global de oxigênio nos oceanos, possivelmente devido a um intenso vulcanismo, pode ter causado a extinção desses répteis marinhos, avalia ele.

A descoberta das criaturas faz da geleira chilena um dos sítios mais importantes de fósseis de répteis marinhos do Cretáceo Inferior em todo o mundo, salientaram os pesquisadores. Chegar ao local dos fósseis, no entanto, só foi metade do desafio. Para alcançá-lo, a equipe teve que dirigir por cinco horas, caminhar outras10 a 12 horas para acampar e depois andar mais duas horas, às vezes sob forte chuva, granizo ou neve.

“Esse foi um dos trabalhos em campo mais difíceis que já tive”, admitiu Stinnesbeck.


terça-feira, 6 de maio de 2014

África: Berço da Civilização e da Humanidade



Em 1964, a UNESCO dava início a uma tarefa sem precedentes: contar a história da África a partir da perspectiva dos próprios africanos. Mostrar ao mundo, por exemplo, que diversas técnicas e tecnologias hoje utilizadas são originárias do continente, bem como provar que a região era constituída por sociedades organizadas, e não por tribos, como se costuma pensar. 

Quase 30 anos depois, 350 cientistas coordenados por um comitê formado por 39 especialistas, dois terços deles africanos, completaram o desafio de reconstruir a historiografia africana livre de estereótipos e do olhar estrangeiro. Estavam completas as quase dez mil páginas dos oito volumes da Coleção História Geral da África, editada em inglês, francês e árabe entres as décadas de 1980 e 1990. 

Além de apresentar uma visão de dentro do continente, a obra cumpre a função de mostrar à sociedade que a história africana não se resume ao tráfico de escravos e à pobreza. Para disseminar entre a população brasileira esse novo olhar sobre o continente, a UNESCO no Brasil, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (SECAD/MEC) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), viabilizaram a edição completa em português da Coleção, considerada até hoje a principal obra de referência sobre o assunto. 

O objetivo da iniciativa é  preencher uma lacuna na formação brasileira a respeito do legado do continente para a própria identidade nacional.

O Brasil e outros países de língua portuguesa têm agora a oportunidade de conhecer a Coleção História Geral da África em português. A coleção foi lançada em solenidade, em Brasília, com a presença dos ministros de Educação e Cultura.

Faça aqui o download da coleção.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Cobra do tamanho de um ônibus escolar? Isto já aconteceu e pode voltar no futuro



Montagem do esqueleto da cobra
Você está dormindo bem ultimamente? Então imagine: uma cobra do tamanho de um ônibus escolar com a boca com abertura suficiente para te engolir com os braços abertos. Este réptil não apenas existiu, como poderá voltar a existir. O motivo: as altas temperaturas da Terra.

Esta afirmação é  do estudo apresentado na revista ScienceWriters 2013. Durante um período conhecido como Máximo Termal do Paleoceno-Eoceno, as altas temperaturas favoreceram o crescimento dos répteis e atrapalhavam o desenvolvimento dos maníferos pequenos. Você consegue imaginar um cavalo do tamanho do seu gato de estimação?



O Paleoceno durou nove milhões de anos. Começou com o fim dos dinossauros há 65 milhões de anos atrás. Jonathan Blochm, paleontólogo do Museu de História Natural da Flórida, Estados Unidos, descobriu fósseis de tartarugas gigantestas e a cobra gigante conhecida como Titanoboa.





O répteis cresciam muito, mas na outra extremidade do espectro, os mamíferos eram muito menores em climas excessivamente quentes. Considere que neste período, o cavalo seria um perfeito animal de estimação. Quando as temperaturas dispararam duas vezes cerca de 55 milhões de anos atrás, os mamíferos encolheram, segundo estudo da Universidade de Michigan. O motivo: o fato de esta classe animal ter maior dificuldade em regular a temperatura do corpo e encontrar alimentos.

“Desenvolver a relação entre mudança de tamanho do corpo dos mamíferos e o efeito estufa, induzido pelo aquecimento global. Isto nos ajudaria a prever mudanças ecológicas para os próximos anos”, disse Will Clyde, da Universidde de New Hampshire, Estados Unidos.

Porém, antes de imaginar no surgimento de uma cobra gigante ou do cavalo menor que um gato, saiba que este animais demoram séculos para aparecer. Estas mudanças são lentas e somente seus tataranetos conhecerão estas espécies. Seria bom deixar uma anotação para eles sobre isto. [Fonte: Yahoo]

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Como será o rosto humano daqui 100 mil anos

As interações com o ambiente ajudam a moldar o corpo humano. Sabemos que as mudanças climáticas e o uso de ferramentas tecnológicas como o Google Glass deverão mudar nosso rosto. O artista e pesquisador norte-americano Nickolay Lamm se uniu ao geneticista Alan Kwan para investigar como será a face humana daqui a 100 mil anos.
De acordo com os pesquisadores, nesse prazo, estaremos muito parecidos com um mangá. Em 20 mil anos, os humanos deverão ter uma testa maior - essa estimativa é baseada em pesquisas científicas anteriores, cujos resultados mostram um crescimento da testa com a evolução da nossa espécie.
Outra mudança deverá acontecer na nossa pele. Por conta da maior incidência de raios ultravioletas, ela será mais escurecida. Em 60 mil anos, por conta da evolução tecnológica, deveremos ter a aparência que quisermos. Já em 100 mil anos, prazo final do estudo dos cientistas, deveremos ter olhos maiores e nariz reto, características consideradas atraentes (vi na Forbes, dica da @vleonel) - [Fonte: Yahoo]
Humanos atualmente. Foto/Nickolay Lamm
Humanos daqui 60 mil anos. Foto: Nickolay Lamm
Humanos daqui 100 mil anos. Foto: Nickolay Lamm

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Sangue encontrado em carcaça de mamute pode permitir clonagem

Foto da Northeastern University mostra presquisador segurando amostra de sangue de mamute nesta quarta-feira (29)
Em uma descoberta que remete ao filme 'Jurassic Park', cientistas russos anunciaram esta quarta-feira ter encontrado sangue na carcaça de um mamute, extraído do solo congelado de uma ilha no Ártico, ressaltando que o feito aumenta enormemente as chances de, no futuro, clonar o animal pré-histórico.
Uma expedição conduzida no começo do mês pela Sociedade Geográfica russa e especialistas da Universidade Federal do Nordeste (Iakutsk, Sibéria oriental) permitiu examinar a carcaça bem conservada da fêmea de um mamute lanoso, localizado em agosto passado no 'permafrost' (solo permanentemente congelado) da ilhota Maly Liakhovski, no Oceano Ártico russo.
Semen Grigoriev, chefe da expedição, declarou à AFP que a morte do animal ocorreu quando este tinha cerca de 60 anos de idade, há 10.000 ou 15.000 anos. Ele classificou a descoberta de excepcional.
"Praticamente todos os anos nós descobrimos mamutes (n.r: na Rússia). Mas esta expedição permitiu encontrar, pela primeira vez, uma fêmea em ótimo estado de conservação", afirmou por telefone. O exame da carcaça congelada levou a uma descoberta ainda mais excepcional: ela ainda continha tecidos musculares preservados e sangue.
"Quando perfuramos o gelo em seu ventre, escorreu sangue muito escuro. É o caso mais surpreendente que já vi na minha vida", admitiu o cientista. "Como o sangue pode ter permanecido líquido? Não tem menos de 10.000 anos! E os tecidos musculares estavam avermelhados, da cor de carne fresca", acrescentou.
O cientista russo atribuiu esta descoberta às condições excepcionais nas quais a fêmea de mamute permaneceu conservada durante milhares de anos. "Ela caiu em uma poça d'água ou em um pântano, provavelmente até a metade. A parte baixa do corpo congelou na água", acrescentou.
Grigoriev explicou, ainda, que a parte superior da carcaça tinha sido parcialmente devorada por predadores da época. Uma vez retirada, a carcaça foi transferida para um lugar adequado para sua conservação - geralmente uma cavidade no 'permafrost' - à espera de uma nova expedição, internacional, neste verão.
"Esta descoberta nos dá chances reais de encontrar células vivas que poderiam permitir realizar o projeto de clonar um mamute", declarou o cientista.
Como parte deste projeto, a Universidade de Iakutsk assinou no ano passado um acordo com o cientista sul-coreano Hwang Woo-Suk, um controverso especialista em clonagem, que se tornou "pai", em 2005, do primeiro cão clonado, batizado Snuppy.
Em caso de êxito, o núcleo das células de mamute será transferido para os óvulos sem núcleo de uma elefanta, com o objetivo de produzir embriões portadores do DNA do mamute, que serão, em seguida, implantados no útero de uma elefanta asiática.[Fonte: Info.abril]
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